5 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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Comício em BH sugere que Dilma está “sequestrada” pelo Bradesco; assista

dilma_levy_frenteCentenas de militantes dos movimentos populares e partidos políticos lançaram neste sábado (5), em Belo Horizonte, a “Frente Brasil Popular” com o objetivo de conter o avanço conservador no país. A tônica do movimento foi de que a presidenta Dilma Rousseff (PT) está “sequestrada” pela direita e pelos banqueiros.

Os três principais líderes a discursar na tarde de hoje foram o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (PMDB). Também participaram representantes de entidades sociais e lideranças do PCdoB e PSB.

Requião disse que 54 milhões de brasileiros elegeram outro programa de governo, não o neoliberalismo de Aécio Neves e do PSDB. Ele pediu para que a presidenta Dilma volte a governar por aqueles que nela votaram.

“Queremos a Dilma que elegemos na campanha, não a Dilma comandada pelo Bradesco e pelo Levy”, disse o senador paranaense.

O mesmo tom adotou Lindbergh, que pediu que a presidenta volte a exibir o “coração valente” da campanha de reeleição. O senador carioca acusou os golpistas de tentar impor a agenda derrotada nas eleições e exortou a sociedade a sair às ruas contra o golpe e a favor da mudança na economia. “O melhor amigo é aquele que fala a verdade. É preciso voltar a Dilma ‘coração valente’ para governar com o programa vencedor”, discursou.

Tarso afirmou que o sistema fisiológico grassa dentro do governo federal. Ele pregou luta antigolpista haja vista que o golpe ocorre hoje não pela tradicional via militar, mas pelo estilo paraguaio, pela centro-direita dentro do governo. “É preciso mudar a política econômica que leva à recessão”.

Veja como foi o lançamento da Frente Brasil Popular: Leia mais

5 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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Ao vivo de BH: Fórum Popular e Democrático; pela renúncia de Levy e por uma Constituinte Exclusiva

O Blog do Esmael, em parceria com a TVT (geradora) e a TV 15 (repetidora), desde Belo Horizonte, transmite ao vivo para o Brasil e o mundo mais um comício da Frente Nacional Popular e Democrática.

O evento deste sábado tem como figuras centrais o governador mineiro Fernando Pimentel (PT) e os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (PMDB-PR).

Dentre as bandeiras que serão discutidas hoje serão a demissão imediata do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a mudança na política econômica do governo Dilma; contra o golpe, instalação de uma Constituinte Exclusiva para a reforma política.

O lançamento nacional da Frente Popular e Democrática ocorreu no último dia 28 de agosto, em Curitiba (clique aqui). Na capital paranaense a palavra de ordem também foi “Fora Levy” e mudança na política econômica Leia mais

5 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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FHC diz que “poder de Dilma vai se desmilinguindo”

do Brasil 247
fhc_dilmaO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comparou o momento político atual com o de ex-presidentes como Jango (1964) e Fernando Collor (1992) e declarou que “o poder de Dilma, a gestão Dilma, vai se desmilinguindo, esfarinhando”. Em entrevista a Alberto Bombig publicada neste sábado, ele resgatou: “a gente viu isso em vários momentos, no momento do Jango, do Collor, por razões diferentes e de formas diferentes.”

O tucano assegurou que o movimento pró-impeachment não é golpe. “Falar em golpe me parece exagero daqueles que nunca foram realmente democratas, porque ninguém está propondo o golpe, que eu saiba”, disse. “Entendo que a população quer tirar a Dilma. Tudo bem, mas é um sentimento periférico, mas e depois? E as instituições? Qual é a base para se tirar? Não pode. Você tem que seguir a Constituição”, afirmou, ainda.

Em caso de o vice-presidente, Michel Temer, assumir, ele avalia que “o problema continuará de pé”. “Não é só para Temer. Qualquer um que vá para o governo hoje vai se defrontar com um panorama político muito difícil”. A respeito da declaração do vice feita na noite de quinta-feira, de que, com o atual índice de popularidade, Dilma não resistirá a três anos e meio de governo, avalia ter “peso”, por vir do vice, que está no governo. Leia mais

5 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Jorge Bernardi: Salário de vereador deve ser como o de Professor

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Jorge Bernardi*

Vereador vem do verbo verear que significa cuidar, proteger. Também, no passado, utilizava-se o termo vereador para quem vigiava as veredas, os caminhos, protegendo a comunidade dos maus elementos. Durante mais de 300 anos, no período colonial, os vereadores foram as principais e únicas autoridades eleitas do Brasil, exerciam as funções legislativas, executivas e até judiciárias, já que era nas Câmaras Municipais que se julgavam as demandas da população.

As Ordenações Filipinas, que vigoraram no Brasil colônia determinavam que os vereadores deveriam ir ao conselho às quartas-feiras e aos sábados. Os que faltassem e não justificassem deveriam pagar 100 réis para as obras do Conselho. Os vereadores, nos dias atuais, são membros do Poder Legislativo Municipal. Suas funções básicas são legislar e fiscalizar o Poder Executivo.

No inconsciente coletivo, o vereador ainda é aquele que cuida da comunidade, que protege o cidadão, que resolve os seus problemas de toda a natureza, quando o Poder Público não cumpre com as suas obrigações.

Há no Brasil 5.563 municípios e quase 60 mil vereadores. O número de vereadores de cada município, fixado na Constituição, vai de 9 (nove), nos municípios até 15 mil habitantes, a 55 (cinquenta e cinco). São Paulo, Capital, possui mais de 11.5 milhões de habitantes, população maior que a do Paraná, é o único município com 55 vereadores.

A remuneração dos vereadores, estabelecida na Constituição (art. 29), é de 25 % a 75 % do que recebem mensalmente os deputados estaduais. O vereador não tem direito a 13º salário nem 1/3 de férias.

Diante da corrupção generalizada, do descredito total das instituições, e a indignação geral da população que sofre com a crise econômica, social, e ética, os vereadores, como representantes próximos do cidadão, sofrem primeiro ao apedrejamento moral da sociedade. Mesmo que suas responsabilidades, nesta crise, sejam mínimas.

Defendo que o salário dos vereadores, motivo de tanta discórdia, tenha como limites a remuneração dos professores municipais. Assim como entendo que, em qualquer nível do funcionalismo público, do juiz ao promotor, do médico ao fiscal de tributos, a remuneração máxima seja a dos professores de cada ente federado.

Ai os filhos da elite política voltarão a estudar em escola pública, como quer o senador Cristovam Buarque, com professores motivados, preparados e bem remunerados.

Como isto é difícil de ocorrer a curto prazo, devido ao corporativismo, sugiro que os vereadores, o elo mais frágil dos agentes políticos, deem exemplo, limitando a remuneração ao teto dos professores municipais.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog do Esmael.

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