Professores marcham sábado para lembrar 4 meses do massacre no Centro Cívico

Educadores realizam neste sábado (29) assembleia e marcha até o Centro Cívico, em Curitiba, para relembrar 4 meses do massacre de Beto Richa; Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, vai transmitir a manifestação ao vivo para o Brasil e o mundo.

Educadores realizam neste sábado (29) assembleia e marcha até o Centro Cívico, em Curitiba, para relembrar 4 meses do massacre de Beto Richa; Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, vai transmitir a manifestação ao vivo para o Brasil e o mundo.

A APP-Sindicato realizará neste sábado, dia 29 de agosto, às 8h da manhã, uma assembleia da categoria na Praça Santos Andrade (UFPR), em Curitiba, em seguida, todos marcharão até a o Centro Cívico para dizer ao governador Beto Richa (PSDB): violência nunca mais.

O movimento contará com apoio e presenças de professores, funcionários, alunos e pais em tradicional marcha na defesa da educação pública e para repudiar a violência. O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, vai transmitir o protesto ao vivo para o Brasil e o mundo.

A assembleia e a marcha acontecerão no dia 29, exatamente quatro meses após o massacre ter se repetido como tragédia. Em abril, 213 pessoas ficaram feridas depois que Beto Richa autorizou a polícia usar de violência contra educadores que lutavam contra o confisco de R$ 8 bilhões da aposentadoria do funcionalismo público.

Na semana passada, o deputado Fernando Francischini (SD), secretário da Segurança no massacre, em entrevista à TV 15 e ao Blog do Esmael, prometeu revelar em breve o “verdadeiro mandante” da covardia contra os professores no Centro Cívico.

A APP também promete relembrar a violência do governo de Alvaro Dias, em 1988. Na época, foram dezenas de feridos; em 2015, centenas. “A história se repetiu como tragédia”, diz a entidade representativa do magistério paranaense.

“Sabe por que eu sou aposentada e continuo militando? Porque eu acredito em um mundo mais justo. O que aconteceu este ano foi muito pior que 88, a gente não pode parar”, conta a professora Maria Adelaide ao sintetizar os ideais da luta da APP-Sindicato.

Comentários encerrados.