16 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Selfie sem filtro: partidos de direita assumem autoria de manifestações

A manifestação deste dia 16 de agosto foi produtiva, de grande valor democrático, político e, principalmente moral. Sim! Desta vez o PSDB de fato mostrou que está por trás das manifestações contra a presidente Dilma e o Partido dos Trabalhadores (PT).

A falácia do movimento “sem partido” já não cola. Quem esteve presente no protesto e prestou atenção no discurso dos movimentos,  teve a certeza de que o discurso unilateral nem de longe prega o fim da corrupção.

Saindo da Praça Santos Andrade, ao som da micareta que correu a internet ao longo da semana, com direito a moças ensinado o “passinho” bem ao lado do prédio histórico da UFPR, os caminhões dos movimentos Brasil Livre, Curitiba Contra a Corrupção, Muda Brasil, além de um dedicado especialmente a intervenção militar, insistiam em pregar a corrupção no governo PT. E só.

Marchinhas, versos e brincadeiras com trocadilhos, alguns de gosto um pouco duvidoso, cravavam o fim da corrupção com o impeachment da presidente Dilma, ignorando, por exemplo, os escândalos da Receita Estadual envolvendo o governador Beto Richa (PSDB) e seu primo Luiz Abi Antoun.

Camburão e Petrolão

Ao falar do Lava Jato, os líderes do movimento também ignoravam nomes como do senador Agripino Maia (DEM-RN), que compõe a lista de investigados na mesma operação.  Curiosamente, deputados do camburão como Plauto Miró e Pedro Lupion, membros da bancada do governador Beto Richa na Assembleia Legislativa do Paraná, e que pertencem ao mesmo partido de Agripino, o Democratas, caminhavam entre os manifestantes tranquilamente.

Lupion usava, inclusive, uma bela camiseta da seleção canarinha. Eram presenças surreais – dois deputados que obstruíram a CPI das fraudes e desvios na Receita Estadual e em licitações do governo Beto Richa – caminhando livremente entre os manifestantes, o pior fazendo parte de todo aquele movimento.

Os puxadores da manifestação também ignoraram ao longo do trajeto nomes como do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do senado Leia mais

16 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Manifestação em Curitiba ‘deu para trás’, diz bruxo Chik Jeitoso

jeitoso_bundaleleO bruxo Chik Jeitoso, um dos comentaristas do Blog do Esmael na manifestação deste domingo (16), cravou essa: “O protesto contra Dilma deu para trás em Curitiba”. ... 

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16 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Pela manhã, fiasco nas manifestações contra Dilma; à tarde tem protesto em SP e Curitiba; acompanhe ao vivo

protestoOs protestos na manhã deste domingo (16) contra Dilma Rousseff e o PT, em oito capitais do país, podem ser considerados fiascos. Em Brasília, cinco mil pessoas foram às ruas. “Para o Distrito Federal isso não é nada”, comentou o senador Roberto Requião (PMDB-PR), enquanto deslocava-se para Montevidéu, Uruguai, onde preside amanhã o Parlasul. ... 

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16 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Tese do “PIG Amigo” foi por terra. Globo convoca “Fora Dilma”

dilma_impeachment_globoDesde as 9 horas da manhã deste domingo (16) a TV Globo faz chamadas das manifestações contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT. ... 

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16 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Requião só “pega em armas” para defender governo se Dilma mudar a política econômica; assista

Usando a metáfora do presidente da CUT, Vagner de Freitas, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) diz que só “pegará em armas” para defender o governo se a presidenta Dilma Rousseff (PT) mudar a política econômica.

“O voto é a arma do soldado cidadão”, tuitou.

Durante encontro estadual do PMDB realizado ontem (15), em Curitiba, o senador denunciou o ataque contra a Petrobras e empresas públicas e pediu a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que impõe arrocho aos trabalhadores.

Requião também voltou a rechaçar a “Agenda Brasil”, proposta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a qual considera uma sugestão de extrema-direita. “Não é um programa do PMDB. É da extrema-direita, do José Serra e do Levy”.

Dentre os temas proposto pelo presidente do Senado está a polêmica taxação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje o serviço público é universalizado e gratuito.

“É a agenda do retrocesso, do liberalismo econômico, da terceirização, do fim da Petrobras e da entrega. É a agenda da cobrança no SUS. É o atraso. Essa abertura total aconteceu no México onde 50% da população vive na miséria absoluta”, discursou.

“Impeachment, não. A pressão tem que ser para que Dilma mude a política econômica”, orientou uma plateia composta de 700 peemedebistas vindos dos 399 municípios do Paraná.

Sobre a operação Lava Jato, o senador paranaense defendeu que os ladrões do erário devam ir para a cadeia. No entanto, Requião criticou os excessos de promotores e do juiz Sérgio Moro.

“Vejo com tristeza os atropelos na operação Lava Jato, na legalidade e nas regras do Direito. Vejo com preocupação porque o Ministério Público e os juízes vão se empoderando. Amanhã o arbítrio do judiciário poderá atingir toda a sociedade”, alertou Roberto Requião.

“Nada de impeachment, mas o governo não tem bandeira. A ‘Agenda Brasil’ vai nos transformar numa Grécia”.

Assista ao vídeo:

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