Veja essa: Turma de Beto Richa organiza em agosto novo protesto pelo impeachment de Dilma

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O Brasil inteiro ficou surpreso em março deste ano, pelo Blog do Esmael, que o lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa (PSDB), um dia antes de ser preso por corrupção, protestou nas ruas de Curitiba contra a corrupção no governo Dilma Rousseff e o PT.

Além do indignado parente, outros membros do governo tucano também frequentaram a cadeia nos últimos meses pelos mesmos motivos nada nobre: roubo, fraude em licitação, propina, pedofilia, etc. Eles protestam contra os petistas sob a bandeira da “Tenda Digital”, uma organização anônima, criminosa e clandestina que opera nos porões do Palácio Iguaçu.

Pois bem, essa tropa ligada a Beto Richa promete voltar às ruas da capital e várias cidades paranaenses no próximo dia 16 de agosto, um domingo, pedindo impeachment de Dilma. O pano de fundo é a crise econômica, as denúncias de corrupção na Petrobras e a baixa popularidade da presidenta.

Mais uma vez, a revolta contra a corrupção é seletiva, voltada somente às denúncias que envolvem o governo federal. Não há menção aos escândalos na Receita Estadual ou na Secretaria de Estado da Educação (SEED) que envolvem o governador, a esposa dele e secretária da Família, Fernanda Richa, e o amigo dele Maurício Fanini, também preso recentemente.

Organizando o ato em Curitiba, figuram “entidades” como “Curitiba contra a Corrupção”, “Central das Manifestações” e “NAO” que significa “Nação Ativa Organizada”. O engraçado é que são as mesmas entidades que destilavam ódio contra os professores da rede pública estadual de ensino, quando estavam em greve contra o governo Beto Richa, tentando barrar o confisco da previdência e lutando pelo reajuste na data-base.

Também não há menções aos desmandos do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, nem ao presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB e implicados por denúncias na operação Lava Jato. Tampouco há referências ao presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, cujo filho, o advogado Tiago Cedraz, construiu em pouco tempo um patrimônio milionário à frente de uma banca que atua no TCU.

Para os líderes do movimento contra Dilma e o PT, todos são bonzinhos até ousarem se manifestar em defesa da presidenta ou do ex-presidente Lula.

O protesto seletivo dos ciberterroristas da “Tenda Digital”, organização clandestina do PSDB, seria mais uma tentativa de desviar a atenção para a bandalheira que tomou conta deste segundo mandato de Beto Richa.

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