Veja essa: Decreto de Beto Richa “proíbe” professor que participou da greve de ficar doente

licenca

O ano de 2015 não está sendo fácil para os professores e para a educação pública do Paraná. Depois de encararem duas greves para defender diretos já consolidados, como o fundo de aposentadoria e os avanços na própria carreira, os servidores da educação estão encarando jornadas extenuantes para repor as aulas perdidas. Isto tudo sem falar no massacre de 29 de abril e do golpe aplicado na data-base dos servidores.

Em função de reveses conjunturais, muitos professores adoeceram. São quadros depressivos e outros males desencadeados pela fadiga, além da própria tensão que a lide com centenas de crianças e adolescentes causa. Há também os casos que nada tem a ver com a situação profissional, coisas da vida. Mas os professores que aderiram à greve não têm direito a convalescer, conforme resolução — espécie de decreto — da Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Acontece que o documento da SEED que orienta a reposição de aulas da greve determina que os professores, mesmo afastados por motivo de saúde, reponham as aulas quando retornarem ao trabalho. Ou seja, nem a doença exime os educadores da reposição das aulas. Se isso não for possível, eles deverão receber faltas e ter os dias descontados.

Além disso, os professores que tiveram atestados médicos que não foram lançados no Sistema de Administração Escolar (SEA), como as licenças inferiores a 3 dias, terão os mesmos ignorados e os mestres deverão repor as aulas mesmo assim.

A resolução da SEED que orienta a reposição das aulas foi publicada no final de junho. A APP-Sindicato reuniu-se com a secretária de Educação, Ana Seres, e contestou a resolução. A entidade publicou uma nota questionando diversos pontos do documento. Mas a questão das licenças médicas está causando mais revolta a cada dia na medida que os casos de doenças entre os professores vão crescendo.

Para o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, a reposição posterior em caso de doença, além de ilegal, seria complicada pois o calendário para reposição já está apertado.

“Como um professor poderá repor suas aulas depois dos outros? Isso é mais um caso de punição, e não de reposição. Se um professor entrar em licença por um período de um mês, por exemplo, ele deverá ser substituído por outro, que também fará a reposição da greve, é assim que deve funcionar” completou.

O fato é que Beto Richa (PSDB) elegeu os professores como seus principais inimigos. Parece que na cabeça do governador, os educadores são os responsáveis por tudo de ruim que acontece em sua administração. E olha que não é pouca coisa de ruim que vem acontecendo…

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