Por Esmael Morais

Gaúcho de Pato Branco: Beto Richa vai acabar com a única ‘área livre de pedágio’ no Paraná

Publicado em 24/07/2015

Esmael:

Sou de Pato Branco, favor resguardar meu nome de divulgação, pois os políticos da região aqui são bastante vingativos.

Sobre o pedágio aqui da região sudoeste, a “novidade” foi alardeada pelos políticos da região como a oitava maravilha do mundo.

O trecho comportará a região do trevo do Horizonte (junção que interliga a região Palmas, General Carneiro e dá acesso a SC) até a região próxima a Francisco Beltrão.

Comenta-se que as praças de pedágio ficarão uma na região de Pato Branco e outra em Francisco Beltrão (ou seja, um trecho com menos de 60 Km entre uma praça e outra), e o valor cobrado seria em torno de R$ 6,50.

O prefeito Zucchi está achando o máximo, já que é aliado do Betinho (carinhosamente como é conhecido aqui no Sudoeste e do Inimigo da educação Guto Silva). Bom pra quem anda de helicóptero na verdade.

Pior que a população está achando uma boa notícia devido as condições da estrada mais ou menos do pedaço de Pato Branco até o trevo do Horizonte. Esse trecho está intransitável e muito perigoso e já chegou a ter 11 ocorrências de danos a veículos numa única manhã, para espanto do radialista que narrou a nota.

O estado do trecho citado se justifica pelo alta utilização dos caminhoneiros que desviam as diversas praças de pedágio (com preços absurdos) que interligam o oeste à leste do estado, pois assim, eles descem por Porto União e se livram de pelo menos 6 ou 7 praças de cobrança. Mas a principal justificativa do estado lastimável da estrada é a falta de manutenção do governo do Betinho, que propositadamente deixou a estrada sem condições para justificar o pedágio.

As operações tapa buracos da estrada chegam a ser uma piada, pois basicamente a forma como é feita, é se jogando o piche diretamente de cima de uma caçamba, na base da “pazada” mesmo, mirando do alto nos buracos, com a caçamba em movimento.

É bom destacar que a região Sudoeste possui muitas famílias no campo que utilizam as rodovias para vender seus produtos diariamente nas cidades. As cidades da região não possuem grande porte, sendo que as maiores possuem ente 60 e 80 mil habitantes. E como ficam os estudantes que trafegam diariamente ente P. Branco e F. Beltrão? Eles terão que arcar com mais esse custo aos seus estudos?

Será que agora só poderemos tirar férias nas águas do Verê e Sulina, ou ficar em casa?

Pra finalizar, ganha um doce quem acha que a concessão do pedágio vai cair muito longe do colo do grupo Amadori/Guto Silva.

Grato,
Gaúcho de Pato Branco.