Por Esmael Morais

Garganta Profunda de Londrina: “Procuradoria Geral do Beto Richa”

Publicado em 11/07/2015

Para os defensores desta ideia no Palacio, a razão é simples: já há quase trinta ações judiciais muito robustas que deverão infernizar Beto Richa depois que terminar o mandato.

Então, o próximo PGE deve ser o advogado que vai cuidar deste fardo judicial, agora e no futuro.

Ou seja, a ideia é instrumentalizar a PGE, preparando desde já as defesas de Beto.

Para isso, Beto deverá chamar o advogado Ramon Nogueira.

O diabo é que Ramon Nogueira atualmente é o Procurador Geral da ALEP e ele foi o autor das manobras jurdiciais que impediram o acesso da população às galerias da Alep, no 29 de abril. O temor é levantar o cadáver.

Tem um outro drama: Ramon Nogueira não esconde a mágoa de ter sido rifado pelo próprio governador quando seu nome esteve na mesa de Beto para ser nomeado desembargador. Perdeu a vaga para Otavio Fischer, que correu por fora.

Nomeá-lo agora pode agora parecer prêmio de consolação e diminiur a importância do cargo.

Se não for Ramon Nogueira, o governador pedirá uma indicação ao Dr. René Dotti, que já faz a defesa do Beto, da Fernanda e do Pepe, nas ações mais pesadas.

A parte mais difícil, porém. será pacificar os procuradores do quadro da PGE, com a nomeação de um alienígena.

Os procuradores já taparam o nariz na nomeação de Ivan Bonilha, no início da era Beto Richa, mas acabaram aceitando por reconhecer que Bonilha havia sido o Procurador Geral do Município, quando Beto foi prefeito e também pelo fato de ser casado com uma procuradora de carreira. Menos mal.

Agora, será difícil enfiar goela abaixo dos procuradores do Estado um nome de fora do quadro.

O melhor aconselhamento para o governador é pedir uma lista tríplice para a associação dos procuradores e escolher um dos nomes.

Mas, tá difícil contrariar o homem.