Por Esmael Morais

Espectro do impeachment volta a rondar o Palácio Iguaçu

Publicado em 03/07/2015

O pedido de impeachment de Tarso e a ação do Ministério Público é somente um lado da moeda, no que tange os malfeitos no governo Beto Richa. Essa coleção de improbidades administrativas diz respeito a apenas ao antes, durante e depois do massacre contra os profissionais do magistério.

Paralelamente, correm investigações de corrupção na Receita Estadual e no desvio de recursos destinados à construção de escolas, que eliminariam as salas superlotadas. O dinheiro saiu do caixa do estado, mas as obras sumiram. “Coincidentemente”, em todas essas falcatruas estão envolvidos amigos ou parentes do governador.

O governador Beto Richa já sofreu impeachment moral. O início da segunda gestão se parece mais com um fim de feira. É um salve-se quem puder sem precedentes na história política e policial do estado. As últimas sondagens da Paraná Pesquisas, de Murilo Hidalgo, atestam o fim melancólico do tucano.

De acordo com números desta semana, o governo Richa tem 85% de reprovação e seu nome figura na lanterna dentre os mais competitivos ao Senado. Amarga a quinta posição, o que poderá lhe render desempenho nas urnas inferior ao do comunista Ricardo Gomyde, em 2014, com uma diferença: o candidato do PCdoB não tinha a máquina na mão.

O temor de Beto Richa e palacianos não é com a sova nas eleições de 2018. Antes fosse, relatou esta semana o ‘Garganta Profunda de Londrina’. O desafio principal é terminar o longínquo mandato de 3,5 anos e evitar o impeachment. Mas o medo real é de ser preso durante a após deixar o Palácio Iguaçu. Por isso há grande possibilidade do governador lutar por uma vaga na Assembleia Legislativa, onde teria foro privilegiado e reforçaria a “Bancada do Camburão”.