Em menos de 2 semanas, duas educadoras assassinadas pelos companheiros no Paraná

Profs_ViolenciaOs moradores da cidade de Pinhão, próxima a Guarapuava, saíram as ruas ontem (23) para combater a violência contra as mulheres. Foi uma homenagem à Maria Terezinha Leite, uma servidora pública do Estado assassinada pelo ex-namorado com golpes de faca no último dia 13 de julho.

Terezinha era servidora no Colégio Estadual Santo Antônio. Ela estava indo trabalhar pela manhã quando foi atacada. Participaram da manifestação, professores servidores e dirigentes da APP-Sindicato de Pinhão e Guarapuava, além de representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Guarapuava (Sisppmug), entre outros sindicatos e entidades.

Os manifestantes protestaram contra a exclusão do debate de gênero dos planos municipais e estadual de educação.

Na noite dessa quinta-feira (23) outro bárbaro crime semelhante em Pranchita, região Sudoeste do Paraná. A professora Eliani Ivete Lampert também foi morta a facadas pelo marido, que se suicidou em seguida. O casal deixa dois filhos gêmeos de 12 anos.

A APP-Sindicato publicou uma nota em seu site lembrando que os casos aconteceram um mês após os professores e servidores da educação enfrentarem uma intensa discussão sobre questões de gênero. O debate sobre a aprovação dos Planos Estaduais e Municipais de Educação previa a inclusão de temáticas como combate ao machismo, racismo e homofobia no cotidiano. Porém, deputados e vereadores ligados a igrejas evangélicas conseguiram retirar o debate de gênero dos planos de educação.

“Nós precisamos ensinar às nossas crianças o respeito e que as pessoas devem ser respeitadas como são. A educação tem papel fundamental neste debate, pois ela desconstrói essa cultura machista”, defende a secretária de Gênero, Relações Étnico-Raciais e Direitos LGBT da APP-Sindicato, professora Elizamara Goulart Araújo.

Com informações da APP-Sindicato

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