Coração de pedra, Beto Richa manda fechar Casas Familiares Rurais

cfrsPor determinação do interventor nacional do PSDB na Secretaria do Estado da Fazenda (SEFA), Mauro Ricardo Costa, foi cancelado o repasse do governo do estado para Casas Familiares Rurais (CFR) e também ordenado o remanejamento dos professores do estado que lecionam nestas Casas. A decisão do governo lavará ao fechamento de algumas unidades já neste mês julho.

Para o ‘coração de pedra’ Beto Richa (PSDB), governar é fechar escolas e punir os educadores. O secretário da Fazenda importado da Bahia “determina”, mas quem “manda” — ou deveria mandar — é o tucano que foi eleito pelos paranaenses.

As Casas Familiares Rurais são instituições de ensino administradas por associações de agricultores familiares em convênio com o estado há mais de 20 anos e desenvolvem um trabalho pedagógico que tem por objetivo a fixação dos jovens no campo, através da capacitação para geração de renda nas pequenas propriedades.

Hoje existem quarenta CFRs no estado. Vinte delas possuem ensino médio com curso técnico integrado e as outras vinte têm o ensino médio com curso informal de Qualificação Profissional em Agricultura. Ao todo, 1800 jovens estudam nas Casas. As unidades que possuem ensino médio técnico permanecem, mas já tem seu fim determinado para 2017, e funcionam, a partir de agora, com uma estrutura precarizada.

O recurso destinado às CFRs era de R$ 3 milhões para os últimos seis meses de 2015, mas foi reduzido para R$ 1 milhão. Dos 238 funcionários existentes para a manutenção das Casas, agora serão apenas 78. Além disso, a determinação veio em tom de ameaça: se as Casas não aceitarem a medida, a Secretaria de Estado da Educação (SEED) não fará o repasse dos quatro meses de convênio que já está vencido em algumas regiões.

A secretária educacional da APP-Sindicato, professora Walkíria Mazetto avalia que a medida é contrária às avaliações da categoria. “Estamos diante de mais uma ação de desmonte da educação. A decisão não respeita as especificidades do campo, nem dos alunos, nem dos trabalhadores da educação”, afirmou a professora.

Com informações da APP-Sindicato.

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