Coluna do Requião Filho: Seria Gustavo Fruet um “Maluf invertido” que não rouba, mas nada faz?

Requião Filho, em sua coluna desta quinta-feira (23), abriu fogo contra o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), a quem comparou a um “Maluf invertido” que não rouba, mas também não faz nada; colunista contestou entrevista do pedetista no último domingo, antes de viajar para a Europa; Requião Filho também criticou o alcaide da capital dizendo que na cidade real, de verdade, há problemas estruturais a serem resolvidos como tarifas caras e ônibus superlotados, valetas, criminalidade, falta de saúde e creche, dentre outras mazelas; leia o texto e compartilhe.

Requião Filho, em sua coluna desta quinta-feira (23), abriu fogo contra o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), a quem comparou a um “Maluf invertido” que não rouba, mas também não faz nada; colunista contestou entrevista do pedetista no último domingo, antes de viajar para a Europa; Requião Filho também criticou o alcaide da capital dizendo que na cidade real, de verdade, há problemas estruturais a serem resolvidos como tarifas caras e ônibus superlotados, valetas, criminalidade, falta de saúde e creche, dentre outras mazelas; leia o texto e compartilhe.

Requião Filho*

Li nos jornais que nas próximas eleições municipais a vitória será de quem tiver o nome menos envolvido em escândalos. Fiquei escandalizado com tal afirmação! Oras(!), sempre achei que o cargo de prefeito deveria ser daquele que trouxesse as melhores propostas à mesa. Estamos em uma lógica paulistana às avessas, é a antítese do velho Maluf que era conhecido vulgarmente como o “rouba mas faz”. Agora vale o “não faz, mas gente, ele não roubou…”

Pela lógica colocada basta não roubar e não ter quase todos os amigos, comissionados ou não, presos para ser um bom prefeito. Não há que se falar em fazer obras necessárias nos bairros? Peitar e enfrentar a tarifa do transporte coletivo, isso pode? Pela lógica não… melhor não discutir e deixar os tarifeiros cada vez ganhando mais com um serviço cada vez pior. O grande projeto para a prefeitura seria a maquiagem, tipo um “prefeito cross-fox”: um carro urbano com carinha e adereços de aventureiro que atola em poça de lama.

Uma cidade sempre tem problemas estruturais, problemas reais de pessoas de verdade, daquelas que acordam cedo, pulam a valeta na porta de casa para pegar um ônibus superlotado e arca com as tarifas mais caras do sul do mundo! Pessoas que não tem creche para deixar os filhos. Pessoas que não são atendidas em posto de saúde. Pessoas verdadeiras e que também de forma verdadeira morrem de medo de andar nas ruas e logradouros públicos que estão abandonados… mas, como uma boa Palio Adventure, a cidade ganha alguns adereços…

Lá no bairro chique reformam praças, a Avenida foi toda maquiada com obras caríssimas e a cidade continua um caos. Algumas ruas tem grandes círculos azuis com bicicletas pintadas, mas as bicicletas de verdade foram roubadas! Grandes obras municipais se limitam às academias ao ar livre, conhecidas no popular por “estica véio”.

Não quero acreditar que teremos prefeitos aos moldes do Governador (hoje com sua imagem destruída) que se elegeu na base da lógica do “sede não é nada, imagem é tudo”. Ao prefeito não basta ser honesto, parecer honesto, e ter boas intenções. Estas são premissas básicas para o cargo. Que tal um prefeito ter projetos e soluções?

Que tal um prefeito para quem precisa de prefeito? Nada de eleger quem roube menos, ou quem apareça mais na TV, ou quem tem o pai mais legal… que tal começar a eleger um projeto para a cidade.

Que tal eleger vereadores e não personagens? Vereadores ligados aos bairros e as suas pessoas. Pessoas que sabem da sua realidade.

Não basta parecer honesto, político tem que ter lado, atitude e palavra (#pensenisso). Está na hora de mudar o nosso jeito de votar e assim mudaremos a política. VAMOS MUDAR AS REGRAS DO JOGO!

*Requião Filho é advogado, deputado estadual pelo PMDB, vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, especialista em políticas públicas.

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