Coluna da Gleisi Hoffmann: O caminho é sempre em frente

Gleisi Hoffmann, em sua coluna desta segunda-feira (20), destaca a luta das mulheres pelo direto de serem votadas no Brasil; ela recorre ao filme Suffragette, com a atriz Meryl Streep, para também dizer que “não queremos destruir as leis, queremos fazer as leis” e o direito de votar e sermos votadas; colunista conta que comissão especial do Senado aprovou reserva de cadeiras às mulheres no Congresso Nacional; “Conseguimos, a duras penas, garantir 10% para 2016, 12% para as eleições de 2018 e 16% para as de 2020”; Gleisi sai em defesa da presidenta Dilma Rousseff, que, segundo ela, “uma mulher que vem sendo sistematicamente agredida, desrespeitada, insultada, mas, diferente de muitos homens, enfrenta os desafios de cara limpa, com retidão e coragem”; registra; “A defesa da democracia e das conquistas que tivemos até agora nos exortam a seguir sempre em frente, com coragem, equilíbrio, respeito e determinação”, orienta a senadora; leia o texto e compartilhe.

Gleisi Hoffmann, em sua coluna desta segunda-feira (20), destaca a luta das mulheres pelo direto de serem votadas no Brasil; ela recorre ao filme Suffragette, com a atriz Meryl Streep, para também dizer que “não queremos destruir as leis, queremos fazer as leis” e o direito de votar e sermos votadas; colunista conta que comissão especial do Senado aprovou reserva de cadeiras às mulheres no Congresso Nacional; “Conseguimos, a duras penas, garantir 10% para 2016, 12% para as eleições de 2018 e 16% para as de 2020”; Gleisi sai em defesa da presidenta Dilma Rousseff, que, segundo ela, “uma mulher que vem sendo sistematicamente agredida, desrespeitada, insultada, mas, diferente de muitos homens, enfrenta os desafios de cara limpa, com retidão e coragem”; registra; “A defesa da democracia e das conquistas que tivemos até agora nos exortam a seguir sempre em frente, com coragem, equilíbrio, respeito e determinação”, orienta a senadora; leia o texto e compartilhe.

Gleisi Hoffmann*

Essa é a principal mensagem do filme Suffragette, com a maravilhosa atriz Meryl Streep, que conta a história da luta das mulheres pelo voto na Inglaterra, no início do século 20. Não queremos destruir as leis, queremos fazer as leis, diziam elas ao defender o direito de votar e serem votadas.

Passaram-se tantos anos, conquistamos esse direito no Brasil, mas a presença da mulher no parlamento, na política, ainda é pequena. É difícil vencer barreiras, sair da zona de conforto, pensar e agir de forma diferente em um meio tradicional.

Foi uma luta, na comissão especial do Senado para a reforma política, passar a proposta de Emenda Constitucional determinando um número de cadeiras para as mulheres no parlamento. Conseguimos, a duras penas, garantir 10% para 2016, 12% para as eleições de 2018 e 16% para as de 2020.

Por que é tão difícil mudar as regras na política? Não conseguimos também aprovar a proibição do financiamento empresarial para as campanhas, origem dos males maiores que acometem nossa representação democrática.

A política e os políticos estão desacreditados. São denúncias, mentiras, programas falhos ou inexistentes. Muitas coisas são verdade, outras criadas e aumentadas por setores da mídia e do poder econômico que têm interesse de mudar o rumo das políticas públicas.

Enfrentaremos no Brasil uma tensão institucional de grande vulto nesta semana. O presidente da Câmara dos Deputados, um dos poderes da República, se declara de oposição. Como separar o homem, o deputado, de sua missão institucional?

Caberá a uma mulher, primeira presidenta eleita de nosso país, conduzir este momento delicado das relações institucionais brasileiras. Uma mulher que vem sendo sistematicamente agredida, desrespeitada, insultada, mas, diferente de muitos homens, enfrenta os desafios de cara limpa, com retidão e coragem.

Isso não quer dizer que não comete erros, que não tem problemas ou que falha em suas ações. Mas não se esconde da luta, não submete a política aos seus interesses de poder e não se dobra as chantagens. Tem sido muito mais cobrada que qualquer outro dirigente público.

Talvez o mundo político não esteja acostumado a esse enfrentamento, não esteja acostumado a uma mulher. A narrativa de Suffragette parece que não ficou nem um pouco no passado do século 20. Por isso a defesa da democracia e das conquistas que tivemos até agora nos exortam a seguir sempre em frente, com coragem, equilíbrio, respeito e determinação. Características muito mais femininas!

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

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