Se condenado em ação do MP, Richa poderá ser cassado; e o confisco na Paranáprevidência, como fica?

Previdencia_massacre_richaO governador Beto Richa (PSDB) pode perder o cargo e os direitos políticos por oito anos, isto é, se for condenado na ação ajuizada pelo Ministério Público do Paraná (MP).

Além desta representação do MP, há pelo menos outras duas pedindo o impedimento e perda dos direitos políticos. Uma do advogado e blogueiro Tarso Violin Cabral, subscrita por 6 mil pessoas, outra pelo deputado Requião Filho (PMDB).

O “Carniceiro do Centro Cívico” é acusado de improbidade administrativa pelo massacre de professores em 29 de abril, na capital paranaense, quando 213 pessoas ficaram feridas devido à violência policial na manifestação contra o confisco da poupança previdenciária.

Se o tucano cometeu crime, como denunciam os promotores à Justiça, por extensão, não valeu a sessão da Assembleia Legislativa, no mesmo dia, que roubou a Paranáprevidência dos servidores públicos do estado. A votação decorreu de um crime reconhecido pelo Ministério Público.

Chegou o momento de os movimentos populares, sindicatos, partidos políticos, enfim, os funcionários públicos reaver o que lhe pertence: a poupança previdenciária. A luta agora é pela anulação da sessão que aprovou o confisco na Paranáprevidência, por 31 votos a 20, e consequente devolução dos valores já sacados pelo tesouro estadual.

Não é possível que recursos bilionários, do erário, de todos, fiquem sob a guarda de um secretário da Fazenda — Mauro Ricardo Costa — que tem comprovada relação com o lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador, que esteve preso por liderar uma quadrilha na Receita Estadual — um órgão fazendário.

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