Massacre de professores vira matéria obrigatória em vestibulares no Paraná

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UniFil_AppVai ser difícil o governador Beto Richa (PSDB) se livrar da recém-adquirida alcunha de “Carniceiro do Centro Cívico”, em virtude do massacre de professores e servidores públicos no dia 29 de abril.

O Centro Universitário Filadélfia (UniFil), de Londrina, que é uma instituição privada, por exemplo, trouxe uma questão no vestibular, do último dia 21 de junho, sobre o episódio que deixou 213 pessoas feridas pela ação da PM.

O Palácio Iguaçu luta para censurar esse tipo de manifestação, pois, segundo o governo do estado, há partidarização nesse debate nas escolas e universidades.

A polêmica foi iniciada com uma prova aplicada pelo Colégio Ayrton Senna da Silva, em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, que trazia questões criticando o governo Richa.

Agora, é possível o governo do estado patrulhar os conteúdos de provas e avaliações nas escolas da educação básica?

O vestibular da UniFil é uma evidência de que dificilmente o governo terá forças para impedir manifestações e interpretações de 29 de abril, tanto nas universidades públicas quanto nas privadas. Não há, portanto, como escamotear a História.

Na próxima segunda-feira, dia 29 de junho, completará dois meses o covarde massacre ocorrido na Praça Nossa Senhora Salete. Por conta disso, às 13 horas, a APP-Sindicato vai realizar um ato político-religioso em frente ao Palácio Iguaçu.

A cerimônia inter-religiosa contará com a presença de líderes de diversas religiões, com o intuito de contemplar a pluralidade da categoria, promovendo o respeito, a liberdade e a paz.

Também participarão do ato o Ministério Público, o Fórum 29 de Abril, o Fórum das Entidades Sindicais (FES), grêmios estudantis, pais, mães de estudantes e comunidade em geral para relembrar a violência, denunciar o ataque sistemático aos servidores públicos do Paraná.

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