Por Esmael Morais

Governo Richa vai a Brasília para prorrogar o ‘pedágio mais caro do mundo’. Terá êxito o tucano?

Publicado em 30/06/2015

sciarra_pedagio_richaUma nova expedição do governo do Paraná seguirá amanhã (quarta, 1º de Julho) para Brasília, a pedido do governador Beto Richa (PSDB), com o intuito de prorrogar os contratos do ‘pedágio mais caro do mundo’. O objetivo da comitiva paranaense é dilatar o prazo das concessões para mais 25 anos.

As concessões do governo federal, que delegou os trechos pedagiados ao estado, vencem em 2021.

O principal articulador deste movimento pró-pedágio é o secretário da Casa Civil, Eduardo Sciarra, presidente estadual do PSD, que no mês de maio colocara na pauta esse indigesto tema para a sociedade paranaense.

Estranhamente, Sciarra conseguiu convencer alguns integrantes do “G7” a puxar o gatilho contra a cabeça do setor produtivo. É como se a penicilina começasse a conversar com a bactéria do dia para a noite.

Por “G7” entende-se as entidades do setor produtivo (patronal) Fiep, Fecomércio, Faep, Faciap, Fetranspar, Fecoopar e ACP.

Contradições à parte, o Blog do Esmael soube que a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), presidida pelo empresário Edson Campagnolo, foi o único a não assinar carta solicitando a prorrogação do ‘pedágio mais caro do mundo’ até o ano 2050. O documento será entregue ao ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues.

Em ritmo de fim de feira, o governo Beto Richa tenta liquidar o que ainda sobra. Ou melhor: conceder o que é público (todos) para o privado (poucos). A ideia é propiciar lucro fácil, sem riscos, para os amigos do Palácio Iguaçu. Assim também o é no caso das tarifas de água e luz, que subiram a beça para satisfazer os sócios privados em detrimento do interesse público.

Em 2013, o governador tucano já pedira a renovação do pedágio no estado, mas ouviu da própria presidenta Dilma Rousseff um sonoro NÃO (clique aqui para relembrar o caso).

O pedágio foi implantado nas rodovias paranaenses em 1998 sob o governo Jaime Lerner.

Agora a pergunta que não quer calar: a União terá coragem de prorrogar o ‘pedágio mais caro do mundo’ articulado por um governo que praticamente despacha de dentro das penitenciárias de Piraquara e Londrina?