Diretores de escola gravam ‘assédio moral’ da Secretaria de Educação

Publicado em 3 junho, 2015

seres_massacre_richaVários diretores de escolas foram chamados à Secretaria de Estado da Educação (SEED), nesta segunda-feira (1º), para dar início à perseguição, punição e envio de faltas de professores e funcionários em greve há quase 40 dias nos 2,1 mil estabelecimentos de ensino do Paraná.

Nem todos os gestores concordam em dizer “amém” ao governador Beto Richa (PSDB) e à secretária interina da Educação, Ana Seres Trento Comin, por isso, desde ontem (2), alguns foram informados que sofreram processo administrativo (inquisição) na Secretaria de Estado da Educação (SEED).

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Alguns dos chefes de NRE disseram textualmente que a punição era em virtude da do repúdio dos diretores ao massacre de 29 de abril, no Centro Cívico, quando mais de 200 professores ficaram feridos pelas bombas, cassetetes, tiros e ataque de cães pitbulls.

Pois bem, é aí que a porca começa torce o rabo. Os diretores foram orientados a gravar as conversas com os Núcleos Regionais de Educação (NREs), braço político da secretária interina e do governador tucano.

Agora à tarde, a partir das 13h30, diretores dos colégios Pedro Macedo, Ivone Pimentel, Francisco Macedo, Avelino Vieira e João Betega, todos da região Sul de Curitiba, se reúnem com a diretoria da APP-Sindicato. Eles foram as primeiras vítimas da inquisição, do segundo massacre do governo Beto Richa.

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A secretária interina Ana Seres Trento Comin, quer mostrar serviço, mesmo que seja sujo, contra sua própria categoria. Age como agiu Rasputin, na Rússia czarista. Seu fim a História já conhece.

Educadores tendem desencadear uma campanha pela exoneração da secretária, assim como fizeram com antigo titular da pasta Fernando Xavier.

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