Diretores de escola gravam ‘assédio moral’ da Secretaria de Educação

seres_massacre_richaVários diretores de escolas foram chamados à Secretaria de Estado da Educação (SEED), nesta segunda-feira (1º), para dar início à perseguição, punição e envio de faltas de professores e funcionários em greve há quase 40 dias nos 2,1 mil estabelecimentos de ensino do Paraná.

Nem todos os gestores concordam em dizer “amém” ao governador Beto Richa (PSDB) e à secretária interina da Educação, Ana Seres Trento Comin, por isso, desde ontem (2), alguns foram informados que sofreram processo administrativo (inquisição) na Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Alguns dos chefes de NRE disseram textualmente que a punição era em virtude da do repúdio dos diretores ao massacre de 29 de abril, no Centro Cívico, quando mais de 200 professores ficaram feridos pelas bombas, cassetetes, tiros e ataque de cães pitbulls.

Pois bem, é aí que a porca começa torce o rabo. Os diretores foram orientados a gravar as conversas com os Núcleos Regionais de Educação (NREs), braço político da secretária interina e do governador tucano.

Agora à tarde, a partir das 13h30, diretores dos colégios Pedro Macedo, Ivone Pimentel, Francisco Macedo, Avelino Vieira e João Betega, todos da região Sul de Curitiba, se reúnem com a diretoria da APP-Sindicato. Eles foram as primeiras vítimas da inquisição, do segundo massacre do governo Beto Richa.

A secretária interina Ana Seres Trento Comin, quer mostrar serviço, mesmo que seja sujo, contra sua própria categoria. Age como agiu Rasputin, na Rússia czarista. Seu fim a História já conhece.

Educadores tendem desencadear uma campanha pela exoneração da secretária, assim como fizeram com antigo titular da pasta Fernando Xavier.

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