Por Esmael Morais

Coluna do Marcelo Araújo: “Curitiba e as Bicicletas”

Publicado em 23/06/2015

Até mesmo a infração administrativa do Art. 165 de embriaguez seria aplicável ao ciclista (o crime do Art. 306 exige que seja veículo automotor), mas é inexequível. Muito se fala que o motorista não mantém a distância de 1,5m do ciclista, mas não se leva em consideração que o ciclista não se mantém em linha reta, e por vezes é ele que se aproxima do veículo.

Em relação aos ciclistas resta a informação e educação. O problema é que a má informação prestada pela Prefeitura faz o ciclista pensar que está acima do bem e do mal.

Exemplos que distorcem as regras: a Vó Gertrudes exigia, com sua bengala, o afastamento de 1,5m de um veículo que estava parado ao seu lado num cruzamento, porém a regra é para passagens e ultrapassagens que indicam movimento, e não inércia.

Na via calma não há ciclofaixa, e a propalada ‘preferência’ é a mesma aplicável ao ciclista em qualquer via. A via calma tem uma faixa de largura normal e outra estreita, que pode ser usada por carros e motos sem qualquer problema nem infração e a cautela ao ciclista é a mesma que ocorreria em qualquer outra via.

Outro problema que percebemos é que os cicloativistas que hoje fazem parte da administração pública municipal não recebem bem as críticas inclusive de blogs e jornalistas especializados que dantes eram parceiros de reivindicações.

Alguns vão além, exigem educação dos que jogam lixo nas ciclofaixas mas passam graxa em carros estacionados irregularmente. É o nosso prefeito pedalando de ré!

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas terças-feiras para o Blog do Esmael.