Coluna do Luiz Claudio Romanelli: O PIB e a economia do Paraná

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romanelli_jornaisLuiz Claudio Romanelli*

Vivemos em tempos conflagrado de posições extremas, onde as boas notícias se perdem em função do apelo midiático do denuncismo e da espetacularização da violência sobrepondo à qualquer fato que possa levar a uma reflexão mais profunda daquilo que tenha impacto na nossa vida do ponto de vista econômico, político e social.

Neste sábado, 30, os jornais Folha de Londrina e O Diário de Maringá, nas suas manchetes principais, trazem, de forma positiva, um bom exemplo disso. O PIB, aquilo que chamamos do conjunto de riquezas produzidas no país, retraiu, entrou no negativo, ou seja, pior que a estagnação, o Brasil entrou em recessão, o que afeta a economia, o consumo e o emprego.

É um quadro grave que desencadeou a série de ajustes e cortes nas despesas e nos investimentos do governo federal e dos governos estaduais, entre eles o Paraná, que saiu na frente nas medidas que vem tomando desde o final do ano passado. Mas o que tem de bom na má notícia da economia brasileira. É o Paraná e um setor da economia que continua crescendo na contramão, como diriam alguns, daquilo que acontece no campo nacional.

Apesar do quadro recessivo no país, as manchetes dos jornais revelam o quanto o Paraná, sem receber quase nada em troca, contribui de forma efetiva e positiva para equilibrar a situação econômica do Brasil. O jornal londrinense destaca a queda do PIB só não foi pior porque a produção de grãos que bateu recorde. A agropecuária tem alta de 4,7% e é único setor positivo no país, a indústria se retrai 0,3%, o setor de serviços caiu 0,7% e o consumo das famílias caiu outro 1,5%.

E o que o Paraná tem a ver com isso? O nosso estado é responsável por 20% da produção nacional de grãos e tem sua economia voltada ao agronegócio, com uma força produtiva de referência. As nossas cooperativas lucraram R$ 50,9 bilhões em 2014 e nesse ano lançaram o Paraná Cooperativo, similar ao Paraná Competitivo, e vão buscar um movimento financeiro de R$ 100 bilhões em 2015, mesmo com os contratempos apresentados pela economia que reduz investimentos e a confiança do mercado.

O Paraná tem 230 empresas no setor e perto de 80 no ramo agropecuário. As cooperativas empregam 72,5 mil trabalhadores e envolvem um milhão de pessoas – a maioria fixada no campo e no interior. Com participação de 56% no PIB do agronegócio paranaense, as cooperativas, somente nos últimos três anos, faturaram R$ 100 bilhões – a marca que pretendem atingir com novo programa de incremento lançando neste ano, voltado à agroindustrialização do setor.

O Paraná foi o estado que mais disponibilizou ofertas de trabalho, de acordo com os dados do Portal Mais Emprego, do Ministério do Trabalho. No período, foram 43.525 vagas, contra 35.681, de São Paulo, o segundo mais bem colocado. O portal, que reúne em um único banco de dados as informações de trabalhadores e vagas disponibilizadas na nossa rede das Agências do Trabalhador, integradas ao SINE, ofereceu desde janeiro mais de 700 mil vagas de emprego.

A liderança paranaense no principal ranking oficial de vagas e ofertas de empregos se deve a dois fatores principais: às políticas públicas para a criação e consolidação de novos postos de trabalho, mesmo diante das dificuldades da economia em nível nacional, e à estrutura montada nas agências do trabalhador. São 220 agências, espalhadas em todas as regiões do estado, as responsáveis pela intermediação de mão de obra, cujas estatísticas alimentam as informações do Portal do Emprego. O Paraná, de forma meritória, é o campeão nacional da produção de empregos. O Paraná aparece sempre à frente dos demais estados, à frente inclusive de estados com população maior, como o caso de Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Somos o Estado que cresce acima da média nacional e neste momento de crise e recessão, continuamos como exemplo ao país e aos demais estados. E, da nossa parte, vamos continuar trabalhando para que o Paraná continue sendo a parte da solução do que o país precisa, apoiando sempre o setor produtivo e com políticas públicas voltadas a criação de empregos, riquezas, desenvolvimento e à melhoria da qualidade de vida dos paranaenses.

*Luiz Cláudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, ex-secretário da Habitação, ex-presidente da Cohapar, e ex-secretário do Trabalho, é deputado pelo PMDB e líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná. Escreve às segundas-feiras sobre Poder e Governo.

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