Além dos professores, como fica a greve do funcionalismo estadual?

categoriasOs educadores da rede pública estadual de ensino se reúnem em assembleia geral, nesta terça (9), para decidirem se encerram ou não a sua greve que já dura mais de quarenta dias. Por ser a maior categoria do funcionalismo estadual, é a greve que mais chama a atenção.

Mas, mesmo que professores decidam voltar ao trabalho, o que ainda é muito incerto, há diversas categorias de trabalhadores que podem prosseguir com suas greves, mantendo a pressão sobre o governador Beto Richa (PSDB) e seus aliados.

As universidades estaduais estão todas paradas, com os calendários acadêmicos suspensos, e se depender dos professores da Universidade Estadual de Londrina a greve continua até que o governo conceda os 8,17%, ou, pelo menos, se digne a negociar respeitosamente com os grevistas.

Os professores das universidades estaduais de Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), do Oeste (Unioeste) e a Estadual do Paraná (Unespar) farão assembleias amanhã, mas a tendência assinalada pelas direções dos sindicatos é majoritária pela continuidade da greve. Além dessas, há as assembleias de servidores técnicos e administrativos que acontecem a partir de hoje.

Os servidores da Agricultura e Maio Ambiente, representados pelo Sindiseab, estão realizando assembleias por área durante o dia de hoje (8) para decidir pela continuidade da greve. Não há uma tendência consolidada, e a continuidade do movimento será decidida voto a voto.

Os servidores da Saúde representados pelo Sindsaúde também se reunirão nesta terça-feira pela manhã em Curitiba para decidir se continuam ou não em greve. Eles iniciaram a paralisação no dia 29 de maio, e, segundo a direção, a adesão vem crescendo principalmente após a “proposta” apresentada pelo governo.

São categorias importantes cujas greves podem causar problemas sérios para o governo, como o cancelamento de vestibulares, interrupção no atendimento de hospitais estaduais, problemas para a agricultura, abastecimento, meio-ambiente, enfim. Boa parte do que sobra da administração estadual apesar da incompetência do atual governo.

É claro que a decisão da assembleia da APP-Sindicato terá influência sobre as demais categorias, mas a pressão dos servidores sobre o governador e sua turma certamente não vai acabar nesta terça-feira.

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