Um dia após visitar Brasília, Beto Richa sofre derrotas na Câmara e Senado

richa_gleisi-senadoA maré não está para peixe, reconhece o Palácio Iguaçu. E não é sem razão, pois o governador Beto Richa (PSDB) mal virou as costas para Brasília, onde esteve ontem (12) acompanhando a sabatina do jurista Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal (STF), sofreu reveses importantes nesta quarta-feira (13) na Câmara Federal e no Senado da República.

Hoje pela manhã, na Comissão da Educação da Câmara, por 21 votos a 4, foi aprovada uma moção contra Beto Richa pelo massacre dos professores no último dia 29 de abril. De nada adiantou a intervenção do “Deputado da Educação” Alex Canziani (PTB) defendendo o tucano. Foi de goleada.

Também na Câmara, por pouco, não passa uma convocação do governador paranaense na Comissão de Fiscalização. Sorte do tucano que o autor da proposição, deputado Valtenir Pereira (PROS-MT), não compareceu à sessão. O parlamentar jura que quer ouvir Richa sobre a situação financeira do Paraná.

Como azar pouco é bobagem, a Comissão dos Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou requerimento da senadora Gleisi Hoffmann (PT), hoje pela manhã, sobre a realização de uma diligência em Curitiba sobre os excessos cometidos pela polícia contra os professores e demais manifestantes.

Mais cedo, o Blog do Esmael anotou que a Anistia Internacional, entidade de defesa dos direitos humanos com sede em Londres, emitiu uma Ação Urgente endereçada ao governador do Paraná Beto Richa (clique aqui). Organismos do mundo inteiro e entidades da sociedade civil continuam divulgando moções e manifestos contra a violência que deixou mais de 200 feridos no Centro Cívico, durante votação do confisco da poupança previdenciária dos servidores públicos do estado.

“A medida foi tomada como resposta a uma denuncia que apresentei a CDH para acompanhar o caso dos estudantes que sofreram abuso qdo da manifestação de 29 de abril, especialmente o caso da moça de 19 anos que foi obrigada a ficar nua com as policiais e foi xingada”, explicou Gleisi.

A CDH entende que houve violações graves aos direitos humanos e vai acompanhar a apuração que está sendo feita pelo Ministério Público.

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