Sobe a arrecadação do governo Richa, mas dinheiro “some” do caixa

Publicado em 28 maio, 2015
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receita_calote_richa“Há algo de podre no reino da Dinamarca”, constava William Shakespeare na tragédia Hamlet.

Qualquer semelhança da sentença acima com o Paraná governado pelo tucano Beto Richa seria mera coincidência? Vamos ver abaixo.

De acordo com o Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (Siaf), consultado pelo Blog do Esmael, entre janeiro e abril de 2015, houve aumento de 9,59% na receita arrecadada pelo governo do estado em comparação ao mesmo período de 2014.

Em números absolutos, entre janeiro de abril deste ano o tesouro estadual arrecadou R$ 12,345 bilhões ante os R$ 11,265 bilhões do ano passado. Portanto, houve acréscimo no caixa de R$ 1,080 bilhão nesse espaço de tempo.

O aumento da arrecadação tem a ver com os tarifaços de 40% no IPVA e de 50% no ICMS, como já era previsto.

O diabo é que esse dinheiro sumiu.

O governo Beto Richa jura que está pagando 100 mil credores, mas o Blog do Esmael recebeu denúncia de fornecedores sobre estorno de notas empenhadas. Ou seja, eles terão de emitir novo documento e entrar na fila do calote novamente…

O tucano também havia dito em abril, quando do massacre no Centro Cívico, que o confisco da poupança previdenciária dos servidores públicos seria necessário para pagar a data-base de 8,17%. Agora diz não ter dinheiro para tal. Novamente o dinheiro sumiu.

Desalmado, Richa ofereceu ontem (27) reposição inflacionária de 1,15% nos meses de setembro, outubro e novembro com direito a novo calote nos professores e servidores em greve. A histórica comprova que o governador do PSDB não tem palavra. Não honra o fio de bigode que não tem.

Proporcionalmente ao aumento da arrecadação também aumentam as notícias de que calotes são aplicados na saúde, nos cadetes da PM, na educação, nos fornecedores, enfim, o dinheiro sumiu.

A sanha arrecadatória somada às denúncias de corrupção e propina no governo Beto Richa dá margem à especulação de que o dinheiro está sendo desviado para alimentar a bandidagem, que roubalheira estaria acontecendo na boca do caixa.

Nunca é demais lembrar que as finanças do Paraná estão sob a intervenção nacional do PSDB. O partido do senador mineiro Aécio Neves e do ex-presidente FHC impôs o nome de Mauro Ricardo Costa, importado da Bahia, para ocupar a Secretaria da Fazenda.

Há algo de podre no reino do Paraná.

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