Semana começa com mais adesões à greve geral contra Beto Richa

balancoOs professores e servidores da rede pública de ensino e das universidades estaduais estão entrando na quinta semana de greve, enquanto outras categorias do funcionalismo público estadual vão aderindo ao movimento que já é uma greve geral dos servidores do Estado.

A bandeira que unifica as categorias é a reposição da data-base de 8,17%, mas cada categoria tem pautas próprias. A expectativa é que o governador Beto Richa (PSDB) encaminhe uma mensagem para a Assembleia Legislativa hoje ou amanhã.

Com o apoio da bancada do PSC ao reajuste pleiteado pelos servidores, a margem de negociação do governo deve se limitar a tentar aprovar o parcelamento do índice. Porém, a notícia de que o Tribunal de Justiça (TJ) vai conceder reajuste de 8,17% a todo os servidores concursados, comissionados e aposentados do Judiciário Estadual, retroativos a 1º de maio de 2015, deve acirrar os ânimos e fortalecer a mobilização dos grevistas.

Os agentes penitenciários aderiram ao movimento no sábado, paralisando as atividades nas unidades prisionais. Como reflexo, o Comandante Geral da PM, Coronel Mauricio Tortato, determinou que as unidades operacionais da Polícia Militar façam policiamento externo ostensivo permanente junto às unidades prisionais por todo o Estado.

Hoje entram em greve os servidores das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente, os servidores da parte administrativa do sistema penitenciário e os servidores da socioeducação, que trabalham com os menores infratores. O cálculo é que estejam de braços cruzados mais de 80% do funcionalismo público estadual.

O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, em artigo exclusivo para o Blog do Esmael publicado neste domingo (24), defendeu a permanência dos servidores em greve, superando todas as ameaças e percalços impostos pelo governador Beto Richa e sua equipe.

Segundo o professor Hermes, “a greve entra na semana decisiva, o governo precisa enviar a mensagem de lei com os reajustes, os deputados estaduais da base governista já não pretendem votar cegamente com o governo, causando uma terceira grande crise com a população – a 1ª foi em 12 de fevereiro com o episódio do camburão ante a ocupação da Assembleia Legislativa pelos Servidores/as. A 2ª foi com o MASSACRE DE 29 ABRIL e a aprovação pela força e violência, da Lei que autorizou o ataque aos direitos previdenciários.”

Se o governador vacilar e continuar a brincar com a paciência dos servidores e dos paranaenses, o próximo episódio pode significar o fim de sua carreira política.

Comentários encerrados.