Por Esmael Morais

Petista protocola segunda-feira pedido de impeachment contra Richa

Publicado em 22/05/2015

O réu – no caso o governador Beto Richa –, em entrevista ontem (21) ao portal UOL, como de praxe, tentou desqualificar o autor do pedido de impeachment devido sua militância política. Ora, filiação partidária, credo, cor e raça não são cláusulas infamantes. Pelo contrário.

Tarso baseou o pedido de impeachment em parecer do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, que, no dia 8 de maio, em julgamento simulado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), fundamentou o impedimento devido ao massacre autorizado pelo tucano.

Beto Richa defendeu ontem (21), na posse do novo comandante-geral da Polícia Militar, a ação violenta contra os manifestantes naquela tarde sangrenta. Para o governador, tratava-se de “radicais” e “black blocs” que agrediam os policiais.

A maioria das vítimas do covarde massacre era de mulheres trabalhadoras no magistério e profissionais da imprensa, como o cinegrafista da Band, Luiz Carlos de Jesus, que no momento labutava cobrindo o protesto.

Preocupado com o trâmite do processo de impeachment, o tucano contratou para defendê-lo o renomado jurista paranaense René Ariel Dotti. Segundo o mercado, com honorários na cada de meio milhão de reais.

Beto Richa começou a cair em desgraça em 9 de fevereiro, quando iniciou-se a greve na educação. Coube aos professores, em maior parte do tempo, a resistência a esse governo liquidacionista pautado nas privatizações e no confisco de poupança – como o da Paranáprevidência.

Portanto, o maior feito do magistério nesses últimos meses não foi lutar por 3, 5 ou 8% de reajuste na data-base. Em perspectiva,a maior vitória da comunidade escolar está sendo o desmascaramento de uma política antipovo e lesa-Paraná.