Por Esmael Morais

Para dividir grevistas, Palácio Iguaçu infiltra “cibertucanos” em grupos de educadores nas redes sociais

Publicado em 26/05/2015

A “guerra suja” nas redes sociais é coordenada pela clandestina “Tenda Digital”. Na campanha de 2014, esse batalhão de ciberterroristas atuou pesado pela reeleição de Beto Richa e era coordenado pelo lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador, e Marcelo Tchello Caramori, ambos presos no início deste ano por outros crimes (corrupção e pedofilia).

A “Tenda Digital” tinha a tarefa de desqualificar e desconstruir nas redes sociais os senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), que eram adversários de Richa na corrida pelo Palácio Iguaçu.

Evidente que nesse ambiente amplo haja disputa de opinião e também existam divergências em um mesmo grupo. Trata-se de embate dialético sadio pelos rumos da greve, às vezes até duro e necessário, mas o que não se pode permitir é a ‘bandidagem cibernética’ que objetiva destruir o lindo movimento que – mais do que lutar por salário – conseguiu desmascarar o truculento governo Beto Richa e expor suas mazelas para o Brasil e o mundo.