Educadores rejeitam “armadilha” de Richa; greve continua no Paraná

Publicado em 27 maio, 2015

Deputado Rasca Rodrigues, do PV, viu "insulto" e "provocação" na proposta de Beto Richa a educadores; grevistas, como os de Laranjeiras do Sul, continuam acampados em frente aos Núcleos de Educação; no interior, adesão à paralisação do magistério chega a 100% das escolas.
Deputado Rasca Rodrigues, do PV, viu “insulto” e “provocação” na proposta de Beto Richa a educadores; grevistas, como os de Laranjeiras do Sul, continuam acampados em frente aos Núcleos de Educação; no interior, adesão à paralisação do magistério chega a 100% das escolas.
“É uma provocação, um insulto, inclusive contra os deputados da base governista”. Foi assim que reagiu o deputado Rasca Rodrigues (PV) ao tomar conhecimento do projeto de lei do governador Beto Richa (PSDB) que parcela a data-base de professores e servidores públicos do Paraná.

A APP-Sindicato considerou a proposta do tucano “muito ruim” e pior que as três anteriores. Os educadores estão em greve há 31 dias, mas outras categorias do serviço público também estão paralisadas.

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Dentre os pontos considerados retrocesso, segundo Marlei Fernandes, coordenadora do Fórum de Entidades Sindicais (FES), está o item que praticamente extingui o piso nacional dos professores.

A proposta de Richa consiste no pagamento de 3,45% em três vezes: 1,15% em setembro, 1,15% em outubro e 1,15% em novembro de 2015; o restante seria pago em janeiro de 2016, se houver disponibilidade.

Os grevistas acusam o governador do PSDB de planejar a reprovação de 1 milhão de alunos visando fazer caixa, pois, segundo eles, o cancelamento do ano letivo de 2015 e o fechamento das escolas não “gerariam despesas”.

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O deputado Requião Filho (PMDB) considerou a proposta do governo uma “armadilha” contra os professores. A opinião dele foi seguida pelos colegas Professor Lemos, Tadeu Veneri e Péricles Mello, ambos do PT.

A bancada governista PSC e o deputado Felipe Francischini (SDD) informaram que só votarão os 8,17%. Há um impasse. Parece que o governador Beto Richa quer derrotar o movimento no “cansaço”.

O tucano aposta na perda de fôlego dos grevistas e na sua divisão — inclusive utilizando-se de guerra suja na internet contra os professores que já massacrou no dia 29 de abril.

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