Por Esmael Morais

Coluna do Marcelo Araújo: “O bom Anfitrião de uma Curitiba sem dono”

Publicado em 19/05/2015

No caso recente parece que os organizadores nem deram pelota para a Prefeitura, e foram direto e apenas na PRF. Esta por sua vez parece que também não deu pelota para a Prefeitura, e numa situação de normalidade interrompeu uma via não rodoviária da cidade. O trecho da Av. Batel até o início da BR-277 e que via Contorno alcança a BR-376 é inferior a 5km, mas é importante lembrar que se houvesse qualquer acidente ou incidente nesse trecho a PRF sequer Boletim de Ocorrência poderia fazer.

A PRF sabe defender seu espaço, tanto que não admite sequer fiscalização de estacionamento por parte do município nas marginais que se encontram na faixa de domínio.

Da mesma forma que a concessionária Ecovia determinou a retirada de placas destinadas a ciclistas que a Prefeitura através da coordenadoria de ciclomobilidade da Setran indevidamente colocou na BR-277 sentido litoral sem autorização. Veja-se o exemplo da Linha Verde que ainda é uma rodovia federal e há convênio com a prefeitura, mas a PRF está sempre na supervisão.

Como disse na introdução do texto, é nos pequenos detalhes que você vê que uma casa não tem dono, pois nem o cidadão nem outras autoridades dão satisfação, e o prefeitura desfruta de um voyeurismo, como um bom anfitrião.
Aliás, na mitologia grega Anfitrião era marido de Alcmena, e enquanto estava guerreando Zeus tomou a forma de Sósia, escravo de Anfitrião, e acabou por germinar Hércules. Após tudo esclarecido, Anfitrião ficou manso e feliz por sua mulher ter sido escolhida por um deus.

Ao que parece o Prefeito confiou o trânsito a quem não conhece nem estudou o Sistema Nacional de Trânsito, portanto gentilmente ofereço uma aula sobre o assunto, sugerindo atenção especial entre os 18 e 25 minutos da aula.

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas terças-feiras para o Blog do Esmael.