Por Esmael Morais

Agentes penitenciários denunciam “2º massacre” do governo Beto Richa

Publicado em 13/05/2015

Segundo esse agente que não quis se identificar, o comandante do grupo falou que ele não apresentava perfil adequado para compor o grupo de operações especiais, e ainda o teria alertado para outras providências do Depen em relação à participação dos servidores nas atividades classistas do Sindicato.

Outra denúncia do Sindarspen é sobre uma suposta orientação que o Depen teria dado aos diretores das unidades penais. A ordem seria para intensificar comunicados de acusações aos agentes que representam o Sindicato na base, a fim de intimidá-los.

“As denúncias que estamos recebendo nos levam a crer que essas retaliações pós-manifestação são uma tentativa de reprimir e intimidar os trabalhadores, fora dos holofotes da opinião pública”, comenta Petruska Niclevisk Sviercoski, presidente do Sindarspen.

O Sindicato está denunciando as perseguições para o Ministério Público, que já abriu um canal para depoimento e exposição de situações como essa. “Daremos encaminhamentos e formalizaremos as denúncias que chegarem ao nosso conhecimento. Nosso interesse é que isso seja investigado e, se provado, que os autores dessas práticas de assédio sejam notificados e processados pelos órgãos de controle externo”, explica Petruska.