Richa obriga funcionários de escolas repor 10 dias de greve ‘a mais’ que professores e abre nova crise na educação do PR

Educadores vão protestar hoje à noite em Cascavel, região Oeste, contra o desmonte da escola pública do Paraná.

Educadores vão protestar hoje à noite em Cascavel, região Oeste, contra o desmonte da escola pública do Paraná.

Os Núcleos Regionais de Educação (NREs), da Secretaria de Estado da Educação (SEED), enviaram um comunicado determinando que os funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública, que participaram da greve, façam a reposição de dez dias ‘a mais’ do que os professores. Segundo o documento, esses servidores devem ir para as escolas em sábados mesmo que os estabelecimentos não estejam funcionando.

A determinação está causando revolta nos funcionários e até em professores que estão se solidarizando com os colegas de trabalho. É mais uma crise na educação que ainda não superou as anteriores, que motivaram a greve geral em fevereiro e março.

A secretária de Funcionários da APP-Sindicato, Nádia Brixner, esteve em contato com a Secretaria de Educação. Ela foi informada de que esta decisão foi tomada mesmo, pois, de acordo com a SEED, se os funcionários de escola trabalharem apenas os 200 dias letivos ficarão devendo dias trabalhados. Segundo a dirigente, a APP-Sindicato não concorda com essa determinação e irá recorrer junto à Educação para que seja revertida.

Na manhã de hoje (10), um grupo de estudantes das escolas estaduais Bento Munhoz da Rocha e Prieto Martinez realizou uma manifestação para cobrar melhorias na infraestrutura e na alimentação das unidades. Eles foram ao Palácio Iguaçu, mas não conseguiram entrar e acabaram se reunindo com a chefe do Núcleo Regional de Educação de Curitiba, Deuzita Cardoso da Silva, a quem apresentaram suas reivindicações.

Na noite de hoje, em Cascavel, os educadores escreverão mais um capítulo desta novela cujo drama é real e verdadeiro. Eles vão protestar contra o governador do PSDB durante inauguração do teatro municipal da cidade.

A greve dos professores e servidores realizada nos meses de fevereiro e março foi vitoriosa, no entanto, não conseguiu resolver todos os problemas da educação pública estadual. Seria preciso vontade política do governo para que a situação nas escolas melhorasse de verdade, mas o que se sente é que Beto Richa e sua equipe querem justamente o contrário.

Com informações da APP-Sindicato.

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