Professores retomam esta semana greve geral contra governo Beto Richa

Publicado em 20 abril, 2015
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Professor Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato: “Não admitimos que o projeto seja votado com tanta pressa. Queremos o debate, pois temos a nossa proposta para o regime de previdência”.
Professor Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato: “Não admitimos que o projeto seja votado com tanta pressa. Queremos o debate, pois temos a nossa proposta para o regime de previdência”.
Professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a partir desta quarta-feira (22), entram em greve por tempo indeterminado. A paralisação é motivada pela tentativa de confisco, pelo governador Beto Richa (PSDB), da poupança previdenciária dos servidores públicos do Paraná. As demais instituições estaduais de ensino superior também deverão cruzar os braços nos próximos dias.

Beto Richa quer aprovar na Assembleia Legislativa, em regime de urgência, o confisco mensal de R$ 140 milhões ao transferir 33 mil aposentados, acima de 73 anos, do tesouro estadual para o fundo previdenciário. Essa manobra possibilitaria ao tucano mais dinheiro para cobrir o rombo aberto no caixa devido à contratação funcionários em cargos comissionados.

Os mais de 100 mil professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública estadual, igualmente, estão prestes a retomar a maior greve da história do Paraná. Neste sábado (25), a categoria se reúne em assembleia geral no município de Londrina.

Consulta informal do Blog do Esmael, aos núcleos regionais da APP-Sindicato, indica que os trabalhadores da educação básica estão propensos a retomar a greve suspensa no último dia 9 de março.

O presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, tem sinalizado na direção da paralisação, caso o governo Richa não recue do confisco da previdência a toque de caixa: “Não admitimos que o projeto seja votado com tanta pressa. Queremos o debate, pois temos a nossa proposta para o regime de previdência”.

Além da discordância do regime de urgência para o confisco da previdência, a APP-Sindicato aponta que o governo Richa descumpriu a maioria dos itens acordados mesmo com aval do desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná, que pôs fim à greve de um mês.

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