Professores protestam nas redes sociais: “O calote de Richa continua!”; motivo para retomar a greve?

richa_protesto_educadores.jpgContinua tensa a situação nas 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná. Segundo relatos nas redes sociais, muitos educadores não receberam o terço de férias como havia sido acordado para pôr fim à histórica greve de fevereiro. “O calote de Beto Richa continua”, registrou uma professora no Facebook, que denunciou descontos indevidos em seu vencimento.

O professor Edson Luiz Cavalheiro de Almeida, de Curitiba, por exemplo, há 25 anos no magistério, desabafa: “Nunca fui tratado com tamanha falta de consideração”, diz ele, uma das vítimas do calote do tucano: “Contava com o mesmo para efetivar várias coisas, atualizar contas atrasadas, pagar impostos do veículo que estão atrasados e alguns consertos, e principalmente na aquisição de medicamentos, sem os quais não tenho como ficar”.

Não são apenas os professores que estão no “chão da escola” que caíram na “pegadinha de 1º de abril” do governador Beto Richa. Cerca de 3 mil profissionais que trabalham na Secretaria de Estado da Educação (SEED) também levaram um tombo do tucano.

“Acabo de verificar com a no GRHS DA SEED que os professores que trabalham ou trabalharam na SEED até janeiro não receberam o 1/3 de férias. Acabei de ligar e falei com um servidor que não sabe informar quando irei ou iremos receber, ou seja, não há previsão de quando iremos receber, sem data para receber”, conta uma fonte do Blog do Esmael dentro da SEED.

“O 1/3 de Férias não veio novamente e ai fica a questão o governo promete escreve e assina, mas não cumpre!”, protestou o professor Acir, em mensagem enviada ao Blog do Esmael, que se soma a outros milhares de e-mails.

Como se não bastasse o calote no terço e no quinquênio dos professores e funcionários de escolas, o governo Beto Richa prepara nova investida contra a poupança previdenciária de R$ 8 bilhões que pertence aos 200 mil servidores públicos paranaenses. Mudou a forma de confisco, mas agora se pretende meter a mão no dinheiro em “prestações” de R$ 117 milhões mensais.

Por essas e outras, a situação é bastante tensa nas escolas e universidades paranaenses. Diante da ‘crise de credibilidade’ do governo Richa, seria o caso de retomar a greve geral na educação?

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