Garganta Profunda de Londrina: “Truculência de Beto contra professores destoa do velho Richa”

Informante do Blog do Esmael revela que o verdadeiro herdeiro no clã é José Richa Filho, o Pepe, filho do saudoso ex-governador José Richa -- morto em 2003; segundo Garganta Profunda de Londrina, Carlos Alberto foi um "acidente" no percurso político da família e não herdou as qualidades democráticas do progenitor; Pepe, ao contrário, seria “educado, ponderado, dotado de paciência e atenção com o interlocutor, ou seja, com perfil assemelhado ao do pai”; seria isso o prenúncio de uma precoce aposentadoria de Beto para dar vez ao irmão mais velho?

Informante do Blog do Esmael revela que o verdadeiro herdeiro no clã é José Richa Filho, o Pepe, filho do saudoso ex-governador José Richa — morto em 2003; segundo Garganta Profunda de Londrina, Carlos Alberto foi um “acidente” no percurso político da família e não herdou as qualidades democráticas do progenitor; Pepe, ao contrário, seria “educado, ponderado, dotado de paciência e atenção com o interlocutor, ou seja, com perfil assemelhado ao do pai”; seria isso o prenúncio de uma precoce aposentadoria de Beto para dar vez ao irmão mais velho?

Um atento leitor do Blog do Esmael, que acompanha a história política do Paraná e do Brasil, fez uma interessante análise da tentativa do governo Beto Richa (PSDB) de impedir esta semana, com a força policial, a aproximação de manifestantes da Assembleia Legislativa.

Atendendo pelo codinome Garganta Profunda de Londrina, o leitor vai mais longe ainda ao sugerir que o verdadeiro herdeiro do saudoso ex-governador José Richa é José Richa Filho, o Pepe, irmão mais velho de Carlos Alberto (verdadeiro nome de Beto).

“… este sim, educado, ponderado, dotado de paciência e atenção com o interlocutor, ou seja, com perfil assemelhado ao do pai”, compara o Garganta, insinuando que Carlos Alberto pode se aposentar para ceder lugar ao legítimo herdeiro político do velho e bom Richa — Pepe Richa.

Leia a íntegra do texto:

“Esmael,

Como assíduo leitor, mas sem nunca ter me manifestado, trago algumas observações sobre o uso da PM para evitar o acesso ao Centro Cívico.

Em 1982, o Paraná elegeu José Richa para Governador.

Era um verdadeiro líder, afável no trato com as pessoas, não tinha nenhum estrelismo.

Jamais faria isso que seu rebento, Carlos Alberto, agora quer fazer.

Se algum assessor amalucado levasse a ideia de botar PM e Tropa de Choque para impedir acesso da população à praça e à Alep, seria imediatamente advertido pelo velho Richa.

Começo a achar que o verdadeiro herdeiro político do velho Richa, não é o Carlos Alberto, mas sim, o José Richa Filho, o Pepe, este sim, educado, ponderado, dotado de paciência e atenção com o interlocutor, ou seja, com perfil assemelhado ao do pai.

Beto parece não ter herdado as características políticas do seu saudoso pai.

Além de ter sido amigo dos professores e do funcionalismo, José Richa era um democrata, acostumado ao debate das ideias, sem truculência.

Vou lembrar um episódio, para ilustrar.

Na transmissão de cargo, em 1986, de José Richa para João Elísio, compareceu o ex-Presidente do Paraguai, o ditador Alfredo Strossener.

Dizem ter sido convidado por José Richa, que ficou com pena do velho caudilho morar quase na solidão, no exílio em Guaratuba.

Durante a solenidade, o então vereador de Curitiba, José Maria Correia, postou-se em frente ao palanque e fez o que muitos gostariam de ter feito: levantou um cartaz com os dizeres “FORA STROESSNER”.

Houve um natural constrangimento. A foto e o fato correram o mundo.

Nem por isso José Maria Correia foi admoestado ou perseguido por Richa.

Continuou no PMDB, exerceu cargos públicos e chegou a Diretor-Geral da Polícia Civil.

O mesmo democrata José Richa, comandou a arrancada pelas Diretas-Já, com o célebre comício da Boca Maldita, em janeiro de 1984.

A campanha empolgou o país, a partir de Curitiba, mas a emenda das Diretas-Já foi sepultada pelo Congresso Nacional em abril de 1984. Faltaram apenas 22 votos para sua aprovação.

O fato negativo daquele momento histórico, que ficou registrado para sempre, foi o General Newton Cruz ter mandado cercar o Congresso por tropas da PM, a serviço do Comando Militar do Planalto.

Parlamentares de vários partidos fizeram apelos ao governo para que aquele indigno cerco militar fosse suspenso.

Mesmo no período sombrio da ditadura, os três comandantes militares reunidos decidiram suspender o cerco que aviltava o povo e o Congresso.

O cerco militar ao Congresso durou apenas 3 horas.

Newton Cruz, também conhecido por Nini, foi um general linha dura do Exército, representante da mais rançosa direitaça à época. Tinha sido também Chefe do temido SNI.

Com passado obscuro e polêmico, foi citado na morte do jornalista Alexander Baumgarten e foi denunciado na Justiça pelos episódios do Riocentro.

Pela movimentação que vejo ao redor do governador e na tropa em prontidão na Praça Salette, parece que estamos mais para Newton Cruz do que para José Richa.

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