Beto Richa empurra professores e servidores para mais uma greve

greveEm meio à crise política que se instalou no governo federal no início deste segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), a presidenta e sua equipe calçou as “sandálias da humildade” e vem repetindo o mantra do “diálogo” na tentativa de trazer de volta a disputa para a cancha da política e do debate de ideias.

Goste ou não de Dilma e do PT, é preciso reconhecer que a tática funcionou. As manifestações de domingo murcharam, e a presidenta vai desarmando uma a uma todas as minas plantadas em seu caminho.

Essa poderia ser uma lição útil para o governador Beto Richa (PSDB), sua equipe e sua base aliada na Assembleia Legislativa, mas eles parecem mesmo querer mesmo o confronto.

Em meio a uma crise financeira criada pelo próprio governador em seu primeiro mandato, sob denúncias de corrupção que atingem parentes próximos, Richa empurra os servidores, em particular os professores da rede pública de ensino e das universidades para uma nova greve.

Após uma sequência de calotes aplicada nos proventos dos servidores, da tentava retirar direitos como os quinquênios, e da tentativa de meter a mão nos R$ 8 bilhões do fundo da previdência dos servidores, o governo enfrentou um longa greve do funcionalismo que barrou os principais ataques aos seus direitos.

A greve acabou, mas a atitude do governo não mudou. A situação nas escolas e universidades públicas continua precária. Faltam professores, funcionários e recursos para as atividades do cotidiano. Como se não bastasse, o governo insiste em confiscar a previdência dos servidores para fazer caixa.

O projeto de mudanças na previdência dos servidores foi reapresentado semana passada e prontamente rechaçado pelos servidores. O governo teve que abrir mão do regime de urgência na Assembleia Legislativa sob risco de ser derrotado pela própria base.

O “debate” prossegue na Assembleia, mas é tão democrático que bastou uma professora dizer o que realmente pensa para ser presa na galeria da “casa do povo”.

Hoje os professores de quatro universidades estaduais estão fazendo um dia de protesto e seguem em estado de greve, prontos para retomar a paralisação. Os professores da rede pública, representados pela APP-Sindicato, se reúnem no próximo dia 25 em assembleia geral em Londrina.

Se o governador Beto Richa não mudar sua atitude, teremos uma nova greve dos servidores no início de maio.

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