29 de Abril de 2015
por esmael
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Após 200 feridos, Assembleia aprova por 31 votos a 20 confisco da poupança previdenciária dos servidores

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O governador Beto Richa (PSDB) tem condições de governar o Paraná? Leia este texto e, ao final, opine. Leia mais

29 de Abril de 2015
por esmael
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Gleisi e Requião se dirigem à frente da Batalha da Assembleia

requiao_gleisi_protestoOs senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) se dirigem neste exato momento ao Centro Cívico, em Curitiba, onde milhares de policiais militares sitiam a Assembleia Legislativa do Paraná.

O Blog do Esmael e a TV 15 estão transmitindo ao vivo toda a movimentação desde as 9 horas desta quarta-feira, dia 28 de abril.

A presença dos senadores à frente da Batalha da Assembleia foi determinada pelo Senado Federal, que ontem aprovou uma comissão oficial para acompanhar a crise e a denúncia de violência contra manifestantes.

29 de Abril de 2015
por esmael
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“Com ruas bloqueadas, deputado só chega de camburão na Assembleia”

Além de transmitir ao vivo a Batalha da Assembleia, em parceria com a TV 15, o Blog do Esmael foi a campo para acompanhar de perto a movimentação da inteligência dos grupos em contenda.

Se o governador Beto Richa (PSDB) utiliza a Polícia Militar para um cenário de guerra, os professores também armaram suas trincheiras de defesa.

No entorno do Centro Cívico, na retaguarda da polícia, educadores montaram barreiras onde vistoriam carros, ônibus de turismo, carrinho de pipoca, enfim, todos os lugares possíveis de esconder um deputado.

“O objetivo é impedir os deputados de chegarem à sessão da Assembleia. Com esse bloqueio em todas as ruas ou eles chegarão de helicóptero da polícia ou de camburão mesmo”, explicou professor Arnaldo Vicente, diretor da APP-Sindicato.

29 de Abril de 2015
por esmael
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Ao vivo: Batalha da Assembleia

O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, transmite a partir de agora ao vivo — sem interrupção — mais uma Batalha da Assembleia.

Nesta quarta (29), a partir das 14h30, está prevista a votação em regime de urgência do projeto que confisca a poupança previdenciária dos servidores públicos.

O governador Beto Richa (PSDB), no afã de meter a mão em R$ 2 bilhões anuais, não titubeia em lançar policiais contra professores e funcionários públicos contrários à tungada.

O Senado da República, preocupado com a crise, envia hoje à tarde uma comissão de cinco parlamentares — liderada pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) — para acompanhar a sessão da Assembleia.

Assista ao vivo:

29 de Abril de 2015
por esmael
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Caiu o comandante da PM do cerco à Assembleia. Só falta sair Beto Richa

richa_pmO coronel Chehade Elias Geha foi destituído das operações que resultaram no cerco ao Centro Cívico, em Curitiba, e que ontem (28) culminaram no confronto com professores. Só falta cair o governador Beto Richa (PSDB), quem ordenou o massacre aos educadores.

O novo comandante da Batalha da Assembleia é o tenente-coronel Arildo Luiz Dias, corregedor da PM, que já integrou a diretoria militar do legislativo na gestão Valdir Rossoni (PSDB).

Na tarde de hoje, uma comissão de cinco senadores da República desembarcam em Curitiba para acompanhar, em missão oficial, a crise e a violência contra servidores públicos. Há quem defenda intervenção federal para garantir a integridade dos paranaenses.

29 de Abril de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: Professor não é black bloc nem vândalo; e a praça é do povo

reinaldo_colunaReinaldo Almeida César*

A praça é do povo, como o céu é do Condor, dizia o libertário e condoreiro Castro Alves.

Aqui em Curitiba também era.

Testemunhei e ouvi líderes como Leonel Brizola, João Amazonas, Ulisses Guimarães e Luis Carlos Prestes ecoarem suas convicções, livremente, nas imediações da Praça Osório, na Boca Maldita.

Recordo-me até do General João Baptista Figueiredo, o que dizia preferir o cheiro de cavalo ao do povo, mesmo sem qualquer cacoete para orador, soltar sua voz na Praça Rui Barbosa, em campanha política nos idos de novembro de 1982.

Guardo com emoção, até hoje, as imagens do comício de encerramento da campanha de José Richa ao governo, naquele mesmo ano de 1982, agora na Praça Santos Andrade.

Aos 17 anos recém completados, eu estava ali, na primeira fila, logo abaixo do palanque, com camiseta de campanha, na militância do “Comitê do Primeiro Voto”, dividindo os sonhos daqueles verdíssimos anos com o Paulo Salamuni, o Friedman Wendpap, os irmãos Ackel, entre outros. Chorei feito criança quando o comício terminou.

As luzes vanguardistas de Curitiba iluminaram o caminho na campanha das Diretas-Já, a partir da Praça Osório.

As Praças por aqui, como na profecia de Castro Alves, eram do povo.

Agora não.

Do dia para a noite, noite escura e de trevas, a Praça passou a ser daqueles que parecem não ter apreço pela democracia e pela liberdade.

Adonaram-se da Praça sem nenhum pudor, sem os freios inibitórios que orientam o juízo.

O Palácio Iguaçu diz que apenas cumpre ordens do Tribunal de Justiça.

A Assembleia diz que pediu medidas judiciais ao Tribunal de Justiça para proteger o patrimônio público.

O Tribunal de Justiça exara duas decisões: uma que manda impedir a entrada de manifestantes, outra que autoriza a entrada na ALEP.

Tudo jogo de cena.

Para completar a pantomima, só falta o TJ dizer que passou a bola para o Tribunal de Contas e aguarda manifestação. Aí então, esbaforidos, teríamos corrido toda a extensão da praça La Salete.

Vi e ouvi, na televisão, o presidente da ALEP falar sobre vândalos e o secretário da Casa Civil mencionar black blocs.

Passei os olhos com esmerada atenção em imagens, vídeos e fotos, que circularam em redes sociais, blogs e na mídia em geral.

Não identifiquei nem vândalos, muito menos black bloc nas legítimas manifestações.

Ontem, no noticiário da hora do almoço, fiquei sem palavras quando minha filhotinha, nos seus tenros 6 anos, me perguntou porque a polícia estava agredindo professoras que choravam.

Em silêncio obsequioso, lembrei-me da minha querida mãe, professora aposentada da rede estadual e do quanto eu devo ao ensino público, onde estudei e me graduei em Direito.

Mas, alto lá! Não aceito que ninguém aponte um dedo que seja à PM e aos policiais.