Por Esmael Morais

Veja essa: Com o couro jurado!, Richa se diz contra o impeachment de Dilma

Publicado em 02/03/2015

No último 21 de fevereiro, em Curitiba, cerca de cinco mil pessoas foram à s ruas pelo impeachment do governador tucano Beto Richa; outras cidades do interior do estado também realizam protestos pelo "Fora Richa", a exemplo de Apucarana, no Norte, que este fim de semana arrastou vários pelas praças e avenidas; pensando no próprio couro, jurado pelos paranaenses, o tucano disse ser contra o movimento do próximo dia 15 pelo impeachment de Dilma; Respeitamos o resultado das urnas. Ela [a presidente Dilma Rousseff] foi eleita, tem a legitimidade do cargo!, disse ao jornal Valor Econômico.

No último 21 de fevereiro, em Curitiba, cerca de cinco mil pessoas foram à s ruas pelo impeachment do governador tucano Beto Richa; outras cidades do interior do estado também realizam protestos pelo “Fora Richa”, a exemplo de Apucarana, no Norte, que este fim de semana arrastou vários pelas praças e avenidas; pensando no próprio couro, jurado pelos paranaenses, o tucano disse ser contra o movimento do próximo dia 15 pelo impeachment de Dilma; Respeitamos o resultado das urnas. Ela [a presidente Dilma Rousseff] foi eleita, tem a legitimidade do cargo!, disse ao jornal Valor Econômico.

O governador Beto Richa (PSDB), em entrevista ao jornal Valor Econômico, edição desta segunda-feira (2), afirmou que é contra o movimento pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Respeitamos o resultado das urnas. Ela [a presidente Dilma Roussef] foi eleita, tem a legitimidade do cargo!, disse o tucano.

Ao declarar-se contra o movimento golpista do próximo dia 15 de março, Beto Richa busca um salvo-conduto que lhe permita atravessar a grave crise política e econômica que assola o início de seu mandato.

Nas ruas de praticamente todos os 399 municípios paranaenses, há apoios crescentes pelo impeachment do governador do PSDB. Protestos, marchas, passeatas e atos políticos nos últimos dias pediram a saída de Richa do cargo.

Richa não defende a integridade do mandato de Dilma ao declarar-se contra o impeachment. Pelo contrário. Defende o próprio couro! que foi jurado pelos paranaenses após aumentos de impostos (IPVA e ICMS) e reajustes nas contas de água e luz.

O governador também entrou na linha de tiro de educadores que estão em greve há 21 dias. Some-se a isso a tentativa do governador confiscar R$ 8 bilhões da poupança previdenciária que pertence aos funcionários públicos.

O crescente movimento pelo impeachment de Beto Richa tem servido como moeda de troca tácita com o tucanato. Se forçarem o protesto contra Dilma, concomitantemente, apertar-se-á aqui o garrão! do governador tucano !“ uma espécie de promessa! e vitrine! do PSDB.

O Blog do Esmael tem registrado com certa insistência que as manifestações pelo impeachment de Beto Richa, no Paraná, terminariam por arrefecer o ímpeto do golpismo tucano contra Dilma. Neste fim de semana, por exemplo, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, disse que a nacionalização da crise paranaense seria ruim para os planos do partido no dia 15.