Tucanos em apuros: Querem que eu dê a bunda?!, pergunta deputado pró-Richa a professoras do PR

cobra_formatura_hauly.jpgO deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), ex-secretário da Fazenda no governo Beto Richa (PSDB), tomou uma vaia antológica ontem à  noite (28), em Londrina, no Ginásio de Esportes Moringão, onde mil formandos de 17 cursos participavam de cerimônia de colação de grau na Unifil.

O tucano foi alvo de apupos da plateia por mais de três minutos ininterruptos, quando ele foi chamando a compor a mesa. Hauly ficou branco, mas não tinha como sair da mesa. O mal-estar foi generalizado.

Outro quiproquó voltou acontecer ontem em Cornélio Procópio, a poucos quilômetros de Londrina. Agora envolvendo o deputado Cobra Repórter (PSC), que bateu boca com cinco professoras dentro da Rádio FM 104.

O parlamentar perdeu a estribeira quando pressionado para se posicionar contra o “pacote de maldades” de Richa.

Surtado, o deputado Cobra afirmou que tem professores ganhando R$ 30 mil mensais, mais do que ele. O parlamentar do PSC ainda perdeu a compostura com as educadoras:

Já fiz tudo por vocês, assinei documentos, o que mais que vocês querem? Que eu dê a bunda?”, questionou o deputado da “Bancada do Camburão”.

Indignada, uma professora devolveu ao parlamentar: “com esse vocabulário chulo, o senhor deixa de ser o ‘Deputado Cobra’ para se transformar moralmente no ‘Deputado Minhoca'”.

O deputado nada mais fez do que reproduzir o discurso fabricado nos porões do Palácio Iguaçu. O objetivo do governo é disseminar a ideia — falsa — de que os professores são privilegiados! e não trabalham! pelo que recebem.

Paralelamente, o governo Richa trabalha pela judicialização e criminalização da greve na educação, que hoje completa 20 dias.

Os motivos da greve

à‰ bom frisar que a greve nas 2,1 mil escolas fora deflagrada porque o govenador Beto Richa demitiu 30 mil trabalhadores na educação; fechou várias turmas e superlotou salas de aula com até 60 alunos.

Desde novembro de 2014, o tucano também deixou de repassar recursos do fundo rotativo, que é utilizado para a manutenção dos estabelecimentos de ensino. Além disso, não pagara a rescisão dos 30 mil demitidos, nem as férias dos educadores do quadro próprio.

Para fechar o “pacote de maldades”, o governador do PSDB quer confiscar R$ 8 bilhões do fundo previdenciário destino à  aposentadoria dos 200 mil servidores públicos paranaenses.

Mais deputados governistas hostilizados

Não está sendo nada fácil a vida dos parlamentares governistas pelo interior do estado. Na manhã de sexta-feira, 27, por exemplo, os deputados Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder de Richa na Assembleia, foi hostilizado em Cornélio Procópio; à  noite do mesmo dia, em Ibiporã, foi a vez do deputado federal Alex Canziani (PTB), que se diz “O Deputado da Educação”, ser apupado por educadores.

Também há o caso do deputado estadual Cláudio Palozi (PSC) que foi barrado na entrada de uma cidade na região de Umuarama.

Comentários encerrados.