Semana sem aulas: A greve na educação continua no Paraná

greve_educacao_pr.jpgO governador Beto Richa (PSDB), como previsto, abriu fogo esta semana contra professores e funcionários de escola em greve há 20 dias no Paraná. O tucano ataca em três fronts com o objetivo de minar o apoio da sociedade à  categoria.

Nos últimos dias, o Palácio Iguaçu abriu-se a empresários do G7 !“ grupo que reúne entidades como Fiep, Faep, Faciep, ACP, Ocepar, Fecomercio e Fetranspar !“ para dar início a um ferrenho combate ideológico contra o funcionalismo. Propagou-se dali a mentira de que os professores são privilegiados!, com salários de até R$ 30 mil, e trabalham pouco! (vagabundos).

Concomitantemente, o governo do estado acionou seus aliados na velha mídia para plantar a notícia! de que a greve fora declarada ilegal, que as aulas iniciariam nesta segunda, dia 2. Tudo mentira. O movimento da APP é justo e legal, embora Richa tenha conseguido parcialmente uma liminar precária! que pode cair a qualquer momento.

Portanto, houve um movimento neste fim de semana para criminalizar e judicializar a greve da educação com a providencial ajuda da mídia amiga, abastecida pela bagatela! de R$ 15 milhões.

Hoje, 1!º de março, o titular do Blog do Esmael esteve no “formigueiro da APP”, em frente ao Palácio Iguaçu, prestando solidariedade aos professores e funcionários de escolas acampados há 20 dias. Lá, coletou informação de que os 29 núcleos regionais do sindicato decidiram pela continuidade da greve. A assembleia da categoria na quarta-feira, dia 4, deverá confirmar essa posição.

Os motivos da greve

à‰ bom frisar que a greve nas 2,1 mil escolas fora deflagrada porque o govenador Beto Richa demitiu 30 mil trabalhadores na educação; fechou várias turmas e superlotou salas de aula com até 60 alunos.

Desde novembro de 2014, o tucano também deixou de repassar recursos do fundo rotativo, que é utilizado para a manutenção dos estabelecimentos de ensino. Além disso, não pagara a rescisão dos 30 mil demitidos, nem as férias dos educadores do quadro próprio.

Para fechar o “pacote de maldades”, o governador do PSDB quer confiscar R$ 8 bilhões do fundo previdenciário destino à  aposentadoria dos 200 mil servidores públicos paranaenses.

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