Palácio Iguaçu sonda João Carlos e Silvio Barros II para a Secretaria de Educação

joao_xavier_barrosDefinitivamente, o titular da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Fernando Xavier, entrou (e ficou) na marca do pênalti, pois, até os ascensoristas do Palácio Iguaçu sabem que sua permanência no cargo está por um fio.

Abertamente, os palacianos sondam dois nomes para a Educação. O primeiro é o atual secretário de Ensino Superior, João Carlos Gomes, da região de Ponta Grossa.

O segundo cogitado para a SEED é Silvio Barros II, ex-prefeito de Maringá, secretário do Planejamento e cunhado da vice-governadora Cida Borghetti (PROS).

Durante a greve na educação, o secretário de Assuntos Estratégicos, Flávio Arns (PSDB), chegou a entrar no aquecimento com o objetivo de substituir Xavier na Educação. Não prosperou, mas o Palácio Iguaçu ainda busca um nome para a troca.

A crise na educação não foi estancada. Ainda faltam professores e funcionários, bem como recursos para reparos na estrutura física das escolas.

Para se ter ideia do tamanho da desorganização na área educacional do governo Beto Richa (PSDB), nem os conselheiros e funcionários do Conselho Estadual de Educação (CEE) foram poupados pela crise.

Além de não recebem o jeton desde dezembro de 2014, os conselheiros têm de levar de casa papel higiênico e água de beber. O órgão tem o papel de normatizar o funcionamento do ensino paranaense.

Deputados governistas avaliam que Xavier “está fazendo hora extra” no cargo, ou seja, sua permanência é “insustentável” politicamente porque o secretário é criticado por não entender de educação pública e ter um histórico ligado às privatizações no país.

O secretário Fernando Xavier é considerado pelos educadores e frente política “preposto” do Grupo Positivo. Ele foi homem da privataria tucana na gestão Fernando Henrique Cardoso, quando operou a liquidação do sistema Telebrás — crime lesa-pátria cometido nos anos 90.

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