MST reforça protesto pelo “Fora Richa”

No Paraná, berço do MST, a segurança! da manifestação pelo impeachment de Beto Richa e em defesa da Petrobras, da reforma política e dos direitos trabalhistas será realizada pelo secretário Fernando Francischini, um conhecido anti-Dilma de carteirinha. Em nota, sem-terra denunciam ameaça de morte ao líder do movimento João Pedro Stedile (leia abaixo).

No Paraná, berço do MST, a segurança! da manifestação pelo impeachment de Beto Richa e em defesa da Petrobras, da reforma política e dos direitos trabalhistas será realizada pelo secretário Fernando Francischini, um conhecido anti-Dilma de carteirinha. Em nota, sem-terra denunciam ameaça de morte ao líder do movimento João Pedro Stedile (leia abaixo).

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) promete jogar pesado na manifestação de amanhã, dia 13, em Curitiba, pelo “Fora Beto Richa” e em defesa da Petrobras, da reforma política e dos direitos trabalhistas.

O MST também foi atingindo pelo pacote de maldades! do governador Beto Richa, que, neste segundo mandato, determinou o fechamento de turmas e demissão de professores e funcionários em assentamentos.

Nos últimos 4 anos, o movimento em defesa da reforma agrária vinha mantendo uma relação amistosa com o tucano.

No Paraná, a marcha é coordenada sob o guarda-chuva da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Mais de 50 entidades lançaram ontem uma ofensiva para a mobilização desta sexta.

O posicionamento do governador tucano a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) acirrou os ânimos no estado (clique aqui). Por causa disso, a passeata sairá da Praça Santos Andrade (UFPR), à s 17 horas, rumo ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, sede do executivo estadual.

Antes, porém, CUT e PT pensavam em marchar até a Boca Maldita, tradicional ponte de protestos na capital paranaense.

Temendo o protesto pelo seu próprio impeachment, Beto Richa acionou as forças de repressão que são comandadas pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Francischini, um conhecido anti-Dilma de carteirinha.

A situação é tensa no estado e em todo o país. Hoje pela manhã, a direção nacional do MST condenou ameaças de morte ao líder do movimento João Pedro Stédile.

De acordo com os sem-terra, circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede Stedile vivo ou morto! e oferece uma recompensa de R$ 10 mil.

Em nota oficial, o MST afirma que já levou o caso à s autoridades e denuncia que as pessoas que disseminam ódio na internet contra Stedile são as mesmas que convocam para a manifestação pelo impeachment de Dilma no dia 15.

A seguir a íntegra da nota oficial do MST

Nota sobre a ameaça de morte a Stedile

Nota ao povo brasileiro

Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede Stedile vivo ou morto!. Apresentando-o como líder do MST e inimigo da Pátria!, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST.

Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que diariamente destilam ódio contra os movimentos populares, migrantes, petistas e agora, especialmente, contra a presidenta Dilma Rousseff. São as mesmas redes sociais, em sua maioria, que estão chamando a população para os atos do dia 15/3, para exigir a saída de Dilma do cargo de Presidenta da República, eleita legitimamente em 2014.

Já foram tomadas as providências, junto à s autoridades, para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação, com o mesmo propósito, sejam investigados e responsabilizados criminalmente, uma vez que são autores do crime de incitação à  pratica de homicídio.

Mas o panfleto é apenas um reflexo dos setores da elite brasileira que estão dispostos a promover uma onda de violência e ódio, com o intuito de desestabilizar o governo e retomar o poder, de onde foram afastados com a vitória petista nas urnas em 2002.

Para estes setores não há limites, nem sequer bom senso. Recusam-se a aceitar a vontade da população manifestada no processo democrático de eleger seus governantes.

Deixam-se levar por instintos golpistas, embalados pelo apoio e a conivência da mídia conservadora e anti-democrática. Usam a retórica do combate a corrupção e da necessidade de afastar os que consideram estar destruindo o país, para flertar com a ruptura democrática. Posam de democráticos esquecendo que os governos da ditadura militar também diziam ser.

São os mesmo que cometeram, impunemente, o crime de lesa-pátria com a política de privatizações, na década de 1990.

O panfleto, e o que se vê nas ruas e redes sociais, é reflexo, sobretudo, de uma mídia partidarizada, que manipula, distorce e esconde informações, ao mesmo tempo que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente. O teólogo Leonardo Boff tem razão quando responsabiliza a mídia, conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular, pela dramaticidade da crise política instalada no país. E corajosamente nomina os promotores do caos em que querem jogar o país: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo e a perversa e mentirosa revista Veja.

Um poder midiático que tem a capacidade de sequestrar partidos políticos e setores dos poderes republicanos.

Essa mídia, órfã de ética e de responsabilidade social, é que forma seus leitores com a mentalidade do autor que fez o criminoso cartaz sobre Stedile. à‰ quem alimenta as redes sociais com os valores mais anti-sociais e incivilizatórios.

Os tucanos, traindo sua origem socialdemocrata, fazem oposição ao governo alimentando um ódio coletivo inicialmente restrito à  classe alta, mas agora espraiado em todos os segmentos sociais, contra um partido político e a presidenta eleita. Imaginam que serão beneficiados com o caos que querem instalar, envergonhando, com essa política rasteira, os seus que os antecederam.

Um monstro foi criado pela forma como os tucanos escolheram fazer oposição ao governo petista e pela irresponsabilidade da mídia empresarial. A violência e o ódio estão se naturalizando pelas ruas. Essa criatura já escolheu suas vítimas primeiras: os casais homossexuais e seus filhos, os imigrantes, pobres das periferias, dirigentes de movimentos populares e militantes políticos de esquerda. Mas não raras vezes, essas criaturas, sempre ávidas de violência e intolerância, não poupam sequer seus criadores e os que hoje os acompanham.

Haverá uma longa jornada para superar as dificuldades criadas pelos que se opõe a construir um país socialmente justo, democrático e igualitário.

A começar por uma profunda reforma política, que nos leve a uma nova Assembleia Nacional Constituinte, exclusiva e soberana. à‰ preciso taxar as grandes fortunas e enfrentar o poder dos rentistas e do sistema financeiro. Batalhas tão urgentes e necessárias quanto as de enfrentar o desafio de democratizar comunicação para assegurar, igualmente, a liberdade de expressão e o direito à  informação, direitos bloqueados pelo monopólio da comunicação existente no país.

Somente assim, os saudosistas dos governos ditatoriais serão derrotados, e o povo terá a consciência de que defender o pais é lutar pela democracia, e não o contrário, como imagina hoje o autor do cartaz criminoso.

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra !“ MST
São Paulo, 12 de março de 2015

12 Comentários

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  1. Putz … mais um na foto ali dá formação de quadrilha.

  2. DE TUDO COMPREENDE-SE, SALVO MELHORES JUÍZOS, QUE NO BRASIL VAI EXPLODIR UMA CRISE SOCIAL MUITO GRANDE RECHEADA DE VIOLÊNCIAS E REGADA A SANGUE!

    SE LEMBRAM? A eleição de Lula em 2002 representou a esperança de uma nação inteira. Representou uma votação esmagadora contra o neoliberalismo, o qual por toda a América Latina resultou na pobreza em massa e no desemprego. A teoria neoliberal ““ de acordo com a qual o “livre mercado” traz crescimento, prosperidade e mesmo mais igualdade ““ é falsa. Não há qualquer exemplo de um país que se tenha desenvolvido seguindo os dogmas neoliberais da terceirização, da privatização, da liberalização e cortes orçamentais. Ao invés disso os países tradicionalmente têm utilizado uma combinação de subsídios, tarifas e investimento financiado por dívida para impulsionar indústrias e aproveitar sua vantagem comparativa para a produção de mercadorias mais avançadas. Mas, apesar de o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentar-se como “uma alternativa” ao neoliberalismo, comprometido com a diminuição da pobreza e a redistribuição de renda, sua política monetária e fiscal está nas mãos dos seus credores da Wall Street.
    O atual governo manteve todos os compromissos com os banqueiros, apenas mitigou o neoliberalismo com políticas compensatórias. Além disso, está usando a Central Única dos Trabalhadores (CUT), salvo melhores juízos, que foi uma central combativa nos governos anteriores e hoje em dia tem sido cooptada pelo governo, para apoiar um projeto de “flexibilização”, para pior, dos direitos trabalhistas.
    SE LEMBRAM? O governo aceitou a mudança do Código Florestal, para permitir que o capital avance sobre os recursos naturais do país, e agora faz uma ofensiva contra os povos indígenas e quilombolas, porque o agronegócio pretende explorar as riquezas dessas reservas, que são de uso coletivo das comunidades tradicionais.
    Essa dilapidação das riquezas do país, afronta a soberania nacional e demonstra claramente quais são os interesses a que se vinculou o atual governo. Isso que apontei não são exceções na política posta em execução pelo Governo Federal e sua base de sustentação para lidar com a crise do capitalismo: trata-se do maior processo de privatizações na história do Brasil, em salvaguarda ao capital privado nacional e/ou estrangeiro.
    É uma estratégia da qual fazem parte as chamadas “privatizações brancas”, como colocar os recursos de empresas estatais como o BNDES, a Petrobras, a Caixa e o Banco do Brasil a serviço de entidades privadas, ou em benefício a grupos econômicos controlados por especuladores; seja através da privatização como ocorre em todo o setor de infraestrutura (portos, aeroportos, rodovias) quanto de telecomunicações (através da desoneração de R$ 6 mil milhões em impostos, para garantia de que as operadoras consigam fazer os investimentos previstos em contratos com o Estado).

    A previdência pública também está sendo privatizada, através de mais desonerações, e o quadro tende a piorar com a retirada de direitos trabalhistas através do chamado Acordo Coletivo Especial (ACE), que conta com a aprovação das cúpulas do sindicalismo cooptados pelo governo.

    Agora milhões de pessoas por todo o Brasil aderiram a um dos maiores movimentos de protesto da história do país. Esse levantamento social dirige-se contra as políticas de submissão ao neoliberalismo conduzido pelo governo do PT da presidente Dilma Rousseff.
    A CRISE SOCIAL em curso no Brasil é a consequência da agenda econômica adotada pelo governo e explodiu com as manifestações contra o aumento das tarifas do transporte coletivo de São Paulo e contra os gastos de mais de 1 bilhão de reais orientados pelo lucro mal explicado para a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, forjados pela corrupção corporativa, que contribuíram para um aumento significativo da dívida externa do Brasil, a qual por sua vez reforçou o controle da política econômica adotada pelo governo.
    Mas, então, por que a presidenta propôs a convocação de um plebiscito para formação de uma constituinte específica para a reforma política e uma nova legislação que torne a corrupção dolosa crime hediondo, medidas que integram os cinco pactos propostos pela presidenta nas áreas de saúde, transporte público, educação, reforma política e responsabilidade fiscal?
    Agora, agora, a presidente Dilma precisou recuar. O modelo que deverá ser proposto é que a própria reforma política seja colocada em plebiscito. Serão feitas perguntas específicas, ainda a serem definidas, que envolverão basicamente reformas do processo eleitoral e não do sistema de representatividade atual, feitas à população, que poderá dizer sim ou não a cada um dos pontos. A classe dominante e seus prepostos mantêm a dominação através dos “recursos materiais” sob o seu comando, especialmente o aparelho de estado, e suas empresas produtivas, financeiras e comerciais, bem como através da manipulação da consciência popular através de ideólogos, jornalistas, acadêmicos e publicitários que fabricam os argumentos e a linguagem para enquadrar as questões do dia.
    A política de “responsabilidade fiscal” visa à garantia do “superávit primário”, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida pública, considerando as contas que todo o setor público, incluindo o governo, os estados, municípios e empresas estatais “economiza” para o pagamento da dívida, ou, se ainda não ficou claro, “responsabilidade fiscal” significa cortar gastos sociais para pagar a dívida pública (ilegítima), e esse dinheiro só pode ser utilizado pelo Tesouro para pagar a dívida. Não pode ser usado para gastos com investimentos públicos. O termo “responsabilidade fiscal” é, então, um eufemismo utilizado para encobrir a dura realidade de cortes em salários, pensões e bem-estar público e o aumento de impostos regressivos. O termo “responsabilidade fiscal” implica políticas para proteger e mesmo aumentar subsídios do estado a negócios, criar lucros mais altos para o capital e desigualdade social. Portanto, na prática, “responsabilidade fiscal” descreve políticas que são concebidas pela elite financeira para implementar reduções no padrão de vida de uma classe específica e em serviços sociais (tais como saúde e educação) disponíveis para trabalhadores e empregados assalariados. Significa que fundos públicos podem ser desviados ainda mais para pagar altos juros a possuidores de títulos enquanto sujeitam a política pública às ordens do capital financeiro. A “responsabilidade fiscal” é, portanto, uma expressão de como as classes dominantes utilizam o estado para comutar o custo da crise econômica para cima do trabalho.
    A alternativa que precisamos seria acabar com a dívida pública, dados os graves indícios de ilegalidades desta dívida.

  3. Mesmo sem saber por que irão aos protestos de fora Dilma, os ignorantes, massa de manobra da Globo pensam que quem votou em Dilma irá se calar. Estaremos lá para apoiar o FICA DILMA. Veremos no que vai dar.

    • Eles estão pensando que vão levar tudo do jeito que sempre fizeram. Que venham pra ver. Aqui não golpistas, tucanos, burgueses ou seja lá que corja estejam representando.

  4. Engraçado… na época do fora Collor, quando pintei o rosto e fui às ruas pedir a saída daquele meliante, era democrático, agora pedir fora dilma é golpismo…
    Estelionato eleitoral ( mentiu para se eleger ), curral eleitoral ( Bolsa isso bolsa aquilo ).

    FORA dilma!!!

  5. Sejam bem vindos. A casa é sua!

  6. Cara, essa “ameaça de morte” está igualzinha ao caso Rio Centro. Quem viveu sabe do que se trata.

    • Outra coisa: fazer manifestação alegando ser em defesa da Petrobrás é desculpa chula, uma vez que ninguém está contra a empresa, mas sim contra os malfeitores que dela abusaram e a lista c/parte dos nomes de quem assim procedeu ai está. Na verdade esta manifestação pró-Petrobrás mais me parece em defesa dos “listados”, ou não?

      • Concordo, mas eu penso que o mesmo deveria ser propagado em relação ao protesto contra a corrupção. Quem é a favor da corrupção? teria que ter um motivo só, reforma política. Isso poderia ajudar muito mais na limpeza do que tirar só a Dilma, por exemplo.

  7. Esmael não sei por que motivo você da tanto moral para o PT, MST essa turma e bandidos, baderneiros, ladrões,
    faça me o favor seja coerente e digno, Esse Stedele e bandido, baderneiro, nao gosta de trabalhar.

    • Você é um burguês que pensa que galinha só tem no caldo maggi. Você não é apenas o Sr. Imparcial, é o tipo de pessoa que deveria ter sido banido da sociedade. Fora, chupa cabra do governo estadual. A hora que informarem que o Beto pinóquio estava com o Caramori o tempo todo inclusive, com as meninas, quero ver onde você vai bater.
      O campo de verdade nunca vai se entregar. Vamos pelear até o fim. Enquanto tiver uma gota de sangue correndo em nosso corpo lá estaremos.

  8. AQUI EM CURITIBA DE HOUVER IMPEACHMENT VAMOS FICAR SEM PREFEITO SEM GOVERNADOR E SEM PRESIDENTE, NAO TEMOS NENHUM DELES AQUI MESMO, POUCA FALTA VAO FAZER