Fotógrafo delata esquema de corrupção no governo Richa

richa_tchello_abiA situação no governo Beto Richa (PSDB) é mais grave do que a vã filosofia pode supor. Os esquemas de corrupção atribuídos ao lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador tucano, bateram à porta do Palácio Iguaçu. Embora mais curta por causa do feriado, os palacianos já trabalham com a hipótese de uma “semana de cão” nos arredores do Centro Cívico.

Para complicar ainda mais a situação política, o parente que esteve preso por uma semana era o tesoureiro informal da campanha de Beto Richa, responsável pelo “caixa 2” do PSDB. A informação exclusiva é do jornalista Fábio Silveira, do blog Baixo Clero, de Londrina.

Segundo reportagem também publicada no Jornal de Londrina e Gazeta do Povo, edição desta segunda-feira (30), o fotógrafo Marcelo “Tchello” Caramori, ex-assessor do governador, afirmou em depoimento ao Gaeco que “Abi é o grande caixa financeiro do governador Beto Richa, incumbindo-lhe bancar campanhas políticas e arrecadar dinheiro proveniente dos vários órgãos do Estado”.

Conforme o ex-assessor, ele teria poder para indicar ocupantes de cargos comissionados “em pontos estratégicos do Estado”, como “chefes de fiscalização e das polícias”. Caramori afirma ainda que Abi “exerce fundamental tarefa nesse esquema de arrecadação”.

O Palácio Iguaçu agora tenta desqualificar os depoimentos de “Tchello” afirmando que o ex-assessor “é acusado de pedofilia”.

O Blog do Esmael anotou ontem (29), com exclusividade, que o governador ‘Beto Richa sabia da influência do primo Luiz Abi na Receita Estadual’. O órgão de gestão fiscal é investigado pela Operação Publicano, do Gaeco, cuja suspeita dos promotores é de que a quadrilha tenha dado prejuízo superior a R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

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