Bancários apoiam investigação de contas secretas no HSBC da Suíça

swiss.jpgO deputado federal Toninho Wandscheer (PT-PR) recebeu esta semana a visita do presidente do Sindicato dos Bancários Curitiba e região, Elias Hennemann Jordão, e do diretor André Machado, que também preside os Conselhos AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). No encontro, eles discutiram o andamento das investigações das contas secretas de brasileiros no HSBC da Suíça.

O Sindicato reitera que os absurdos vindo à tona no caso do HSBC são motivos de preocupação, mas, acima de tudo, um indicativo de que é preciso muita fiscalização após apuração e comprovação dos fatos.

O deputado falou sobre a criação da Subcomissão presidida por ele na Câmara dos Deputados para investigar as contas e estudar meios de recuperar o dinheiro possivelmente desviado.

Segundo Toninho Wandscheer, o Ministério Público suíço abriu inquérito sobre o caso. Uma devassa na sede do banco em Genebra, na Suíça, revelou 8,7 mil correntistas brasileiros com mais de US$ 7 bilhões em depósitos.

No final de fevereiro, foi criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar as mais de oito mil contas milionárias de brasileiros na Suíça, porém, a comissão ainda não está funcionando por falta de indicação de membros por parte do PMDB e PSD.

O caso vem sendo tratado de maneira mais que discreta pela imprensa brasileira pois muitos figurões da mídia local são donos de contas no paraíso fiscal europeu. Veja alguns nomes da lista: Otávio Frias, fundador já falecido da Folha de S. Paulo; João Jorge Saad, o Johnny Saad, dono do grupo Bandeirantes; José Roberto Guzzo, ex-diretor de Veja e Exame e hoje conselheiro editorial da Abril; Carlos Massa, o Ratinho, do SBT; Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho; Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica; entre outros.

3 Comentários

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  1. Nessa relação tem um brasileiro que certamente não tem nada errado com ele. ALOYSIO DE ANDRADE FARIA tive o privilégio de trabalhar para este honrado patriota. Sua fortuna vem da venda do Banco Real para o ABN AMRO por 8 bilhões de dólares. Duvido que esse cidadão tenha omitido um centavo do fisco brasileiro. Essas denúncias começam a perder credibilidade. Tenho formação progressista, muitas vezes divergi deste centenário Senhor Aloysio, mas jamais vi pessoa mais determinada e defensora da transparência dos negócios e é as transações que realizava. Por outro lado, parabéns ao Presidente Elias.