Auxílio-moradia para juízes influenciou na decisão judicial contra a greve da educação do Paraná?

richa_tjpr_prof.jpgEm 25 de fevereiro de 2014, o Blog do Esmael registrou que o governador Beto Richa (PSDB) comemorou em jantar com deputados e juízes a aprovação do auxílio-moradia de R$ 4 mil aos membros magistratura (clique aqui).

Hoje, 4 de março de 2015, o desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), determinou que professores e funcionários de escolas encerrem, imediatamente, a greve que completou 24 dias.

O desembargador que atendeu ao pedido de Beto Richa também foi beneficiado pelo auxílio-moradia sancionado ano passado pelo governo do PSDB.

Necessariamente não há relação entre a decisão pelo fim da greve e a benesse concedida à  casta judicial paranaense, embora os educadores estejam bastante desconfiados de que haja uma relação entre os fatos…

Recentemente, o Tribunal Faz de Conta do Estado (TCE) apontou ilegalidade no auxílio-transporte de R$ 300 (trezentos reais) para professores, mas, paralelamente, aprovou auxílio-moradia de R$ 4.377,74 para conselheiros, auditores e procuradores do órgão (clique aqui).

Segundo levantamento da Paraná Pesquisas, divulgada pelo jornal Gazeta do Povo, edição desta quarta, 90% dos paranaenses são favoráveis à  greve dos professores que lutam por seus direitos e contra o desmonte da educação.

O movimento paredista foi considerado “abusivo” e o TJPR impôs multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento da decisão do desembargador.

A direção da APP-Sindicato lamentou a judicialização da paralisação dos educadores, pois, de acordo com a entidade ilegal! é o calote do governo, os tarifaços e a tentativa de confisco dos R$ 8 bilhões do fundo previdenciário dos funcionários públicos do estado.

Será que o auxílio-moradia vai derrotar luta pela dignidade na educação do Paraná?

Cerca de 20 mil educadores decidiram no dia de hoje pela continuidade da greve nas 2,1 mil escolas da rede pública do estado. “Não temos condições estruturais de iniciar as aulas”, afirma Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, que vai recorrer da decisão.

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