22 de março de 2015
por Esmael Morais
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Professora consegue direito de resposta na Folha de S. Paulo para desmentir artigo de Beto Richa

richa_juliana_resposta.jpgCoube à professora Juliana Bayex Dascal, professora do departamento de Educação Física da UEL (Universidade Estadual de Londrina), a tarefa de desmentir ontem (21) o artigo do governador Beto Richa (PSDB) publicado no jornal Folha de S. Paulo no dia 16 de março.

Além de confirmar sua intenção de confiscar R$ 8 bilhões da Paranáprevidência, Richa também pediu no artigo da semana passada “cota de sacrifício” dos servidores públicos.

“Por que ele, como governador, não se digna a ser o primeiro a dar sua cota de sacrifício?”, perguntou a professora, ao recordar que o tucano aumentou seu salário e concedeu auxílio-moradia de R$ 4,2 mil a membros do Tribunal de Contas da do Estado.

Juliana desmente Richa sobre “reajuste de 60% aos professores” que ele “concedeu” nos últimos 4 anos. “Isso nada mais é do que o dissídio, obrigatório por lei”.

Segundo ela, o tucano ainda não pagou o terço de férias, garantido por lei. “Nosso governador, ‘prometeu’ fazê-lo até dia 31 de março (sendo que devíamos tê-lo recebido em dezembro de 2014)”.

A APP-Sindicato também deu uma sapecada no governador durante a semana. A entidade denunciou que Beto Richa não está cumprindo a Lei do Piso. A lei federal obriga o pagamento do piso de R$ 1.917,78, mas o governo do Paraná paga apenas R$ 1.731,88.

A seguir, leia a íntegra do direito de resposta da professora Juliana Bayex Dascal na Folha: Leia mais

22 de março de 2015
por Esmael Morais
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Batman anuncia prisão de prefeito do PSDB suspeito de assassinato no PR

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini, o Batman, anunciou no site do órgão que dirige, neste domingo (22), a prisão do prefeito Leomar Bolzani (PSDB), do município de Chopinzinho, Sudoeste do estado.

O tucano é suspeito de participar do homicídio do procurador da cidade Algacir Teixeira de Lima, 51 anos. A ordem de prisão foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Orelha seca do Blog do Esmael no Sudoeste não perdeu a oportunidade de perguntar a Batman: “O senhor vai agir com a mesma destreza contra o “núcleo do crime”, que vem assaltando os cofres públicos do Paraná a partir de Londrina?”.

A seguir, leia a nota oficial da Secretaria de Segurança Pública:

Prefeito de Chopinzinho é preso por suposta participação no homicídio de procurador

Nos últimos três dias, a Polícia Civil do Paraná cumpriu seis mandatos de prisão de pessoas suspeitas de envolvimento com a morte do procurador Algacir Teixeira de Lima, 51 anos, do município de Chopinzinho. Entre os detidos está o prefeito da cidade, Leomar Bolzani. Os policiais cumpriram o mandado de prisão contra Bolzani neste domingo, na casa dele. A ordem de prisão foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Paraná, uma vez que Bolzani detém prerrogativa de foro por conta do cargo de prefeito. Os detidos estão prestando depoimento ao longo deste fim de semana. O prefeito permanecerá preso na sede da subdivisão da cidade de Pato Branco.

Histórico

De acordo com a polícia, o crime aconteceu na residência do procurador, invadida por indivíduo que efetuou diversos disparos no momento em que Lima chegava a sua casa com as duas filhas. Dois comparsas esperavam o autor do homicídio ao lado de fora do local.

Com informações do portal RBJ Chopinzinho.

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22 de março de 2015
por Esmael Morais
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Colunista da Gazeta: Richa adotou o “Abismo” como forma de poder no PR

O jornalista Celso Nascimento, colunista da Gazeta do Povo, na edição deste domingo (22), observa que o governador Beto Richa (PSDB) adotou como forma de poder o “Abismo” — corruptela relacionada ao nome do primo Luiz Abi, preso pelo Gaeco desde segunda-feira (16) sob a acusação de liderar uma quadrilha dentro do governo do estado.

A seguir leia a íntegra da coluna:

O Paraná no abismo
por Celso Nascimento

Socialismo, marxismo, capitalismo, nazismo, maoismo, imperialismo, islamismo, comunismo, moralismo… são tantos “ismos” aos quais qualquer um pode optar, mas o Paraná parece ter adotado outro, o abismo. Alguns aplicam o termo para se referir ao precipício em que caíram as finanças estaduais. Outros preferem correlacionar a palavra ao nome de Luiz Abi, o primo de quem se diz ter atuado com grande desenvoltura nos subterrâneos do governo.

Combustível para essa interpretação não falta. O Gaeco levou Luiz Abi preso por suspeita de que, sob sua orientação, uma licitação para contratar oficinas mecânicas para reparo de viaturas policiais teria sido fraudada. Mas os promotores de Londrina que cuidam do caso começam a enxergar ligações dele com outros presos acusados de operar um enorme esquema de sonegação tributária que teria dado prejuízo, estima-se, de R$ 500 milhões aos cofres públicos.

Na última sexta-feira (20), mais 17 personagens dessa história foram presos. Dentre eles, servidores da receita, policiais civis e empresários da área de distribuição de combustíveis. Eles se somam a outros investigados metidos em casos de pedofilia, exploração de prostituição e corrupção ativa e passiva na área da Receita Estadual. Não significa que os crimes – sexo ilegal e sonegação – fossem comuns aos dois grupos, mas os promotores estão intrigados com o fato de que vários nomes cruzavam-se nas duas esferas. E o mais impressionante é que alguns dos investigados faziam parte, oficial ou extraoficialmente, da corte palaciana.

O caminho a ser ainda percorrido pelo Gaeco é longo, mas os promotores começam a puxar liames que datam de 2011 – mesmo ano em que se iniciou o primeiro mandato do governador Beto Richa. Foi em 2011 que aportou no Paraná uma certa Refinaria de Manguinhos, na verdade apenas uma distribuidora de combustíveis.

Impedida de manter suas atividades no Rio de Janeiro por ter sonegado a quantia de R$ 800 milhões em impostos e recusada sua inscrição pelo Fisco paulista, Manguinhos misteriosamente conseguiu se inscrever como contribuinte na Fazenda do Paraná e se instalar em Araucária. Pouco tempo depois, acumulava uma dívida tributária da ordem de R$ 225 milhões, passando a figurar nos primeiros lugares da lista dos cem maiores devedores de impostos para a Fazenda estadual.

No Rio, segundo consta de investigação procedida pelo MP de lá, o dono da refinaria, Ricardo Magro, contaria com a proteção de ninguém menos do que do deputado fluminense Eduardo Cunha, figura hoje nacionalmente conhecida como presidente da Câmara Federal. A bem da verdade: nada se provou contra Cunha, apesar de indícios Leia mais

22 de março de 2015
por Esmael Morais
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Datafolha: Brasileiro é contra vender a Petrobras; e agora PSDB e Globo?

do Brasil 247
Ainda não foi desta vez que uma campanha negativa contra a Petrobras conseguiu convencer a população brasileira da eventual necessidade de se privatizar a empresa.

Pesquisa Datafolha publicada neste domingo revela que 61% dos brasieliros são contra a desestatização da companhia. O levantamento revela que 24% são favoráveis, 5% se dizem indiferentes e 10% não souberam responder.

A rejeição é maior entre os que se dizem simpatizantes do PT: 67%. Entre os que são mais identificados com o PSDB, a maioria, com 56%, também é contra privatizar a empresa. Mas 35% são favoráveis.

No PSDB, algumas lideranças, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP) defendem ao menos a revisão do modelo do pré-sal, com espaço para maior participação de empresas estrangeiras. Serra chegou até a apresentar um projeto para reduzir o tamanho da empresa, com a venda de ativos que ele considera desnecessários.

Criada pelo ex-presidente Getúlio Vargas, a Petrobras sempre foi objeto de intensa disputa entre nacionalistas e liberais. Com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que falava em “enterrar a era Vargas”, tentou-se mudar o nome da empresa para a ‘Petrobrax’, para que ela ficasse mais atrativa ao capital externo. Lula, por sua vez, retomou um discurso nacionalista e repetiu gestos de Getúlio, ao mergulhar as mãos no óleo, após a descoberta do pré-sal.

Com a Lava Jato, a empresa vem sendo acusada de corrupção, mas isso ainda não foi suficiente para convencer corações e mentes sobre privatizar a empresa.

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