1 de março de 2015
por esmael
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Semana sem aulas: A greve na educação continua no Paraná

greve_educacao_pr.jpgO governador Beto Richa (PSDB), como previsto, abriu fogo esta semana contra professores e funcionários de escola em greve há 20 dias no Paraná. O tucano ataca em três fronts com o objetivo de minar o apoio da sociedade à  categoria.

Nos últimos dias, o Palácio Iguaçu abriu-se a empresários do G7 !“ grupo que reúne entidades como Fiep, Faep, Faciep, ACP, Ocepar, Fecomercio e Fetranspar !“ para dar início a um ferrenho combate ideológico contra o funcionalismo. Propagou-se dali a mentira de que os professores são privilegiados!, com salários de até R$ 30 mil, e trabalham pouco! (vagabundos).

Concomitantemente, o governo do estado acionou seus aliados na velha mídia para plantar a notícia! de que a greve fora declarada ilegal, que as aulas iniciariam nesta segunda, dia 2. Tudo mentira. O movimento da APP é justo e legal, embora Richa tenha conseguido parcialmente uma liminar precária! que pode cair a qualquer momento.

Portanto, houve um movimento neste fim de semana para criminalizar e judicializar a greve da educação com a providencial ajuda da mídia amiga, abastecida pela bagatela! de R$ 15 milhões.

Hoje, 1!º de março, o titular do Blog do Esmael esteve no “formigueiro da APP”, em frente ao Palácio Iguaçu, prestando solidariedade aos professores e funcionários de escolas acampados há 20 dias. Lá, coletou informação de que os 29 núcleos regionais do sindicato decidiram pela continuidade da greve. A assembleia da categoria na quarta-feira, dia 4, deverá confirmar essa posição.

Os motivos da greve

1 de março de 2015
por esmael
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Sob cerco no Paraná, perde força no país o movimento anti-Dilma

à€s vezes é preciso recorrer à  História para que percebamos a importância estratégica do Paraná na geopolítica brasileira. Voltemos a 1894, na cidade da Lapa, onde forças republicanas e legalistas, os pica-paus, resistiram heroicamente 26 dias à  ofensiva militar dos maragatos (os federalistas) que tentavam derrubar a nascente República. Os defensores não tinham munição nem homens suficientes para conter os atacantes. O tempo de resistência foi imprescindível para que o presidente Marechal Floriano Peixoto reunisse força para combater os golpistas de antanho.

Outro episódio histórico, agora em 1930, também passou pelo no Paraná: a revolução comandada por Getúlio Vargas, que pôs fim à  República Velha, rompeu com o modelo agrário e semi-escravista para iniciar o processo de industrialização do país. O comboio getulista permanecera estacionado no município de Ponta Grossa, Campos Gerais, à  medida que as tropas revolucionárias avançavam rumo a São Paulo.

Nos dois fatos acima, o Paraná teve participação preponderante e decisiva. No primeiro, conteve o avanço de golpistas contra a República. No segundo, 36 anos depois, deu passagem para o sepultamento da envelhecida República.

Novamente, em 2015, o Paraná se posiciona contra golpismo contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Armou uma trincheira anti-PSDB em todos os 399 municípios.

Surge aqui no estado um movimento pelo impeachment do governador Beto Richa (PSDB). Mesmo que legalmente não prospere o impedimento, a pressão das ruas serve como antídoto para o tapetão tucano e a palavra de ordem pelo retorno dos militares ao poder.

O movimento de massas paranaense assusta o tucanato local e nacional, pois, de acordo com o próprio senador Aécio Neves (PSDB-MG), em contato com o governador Beto Richa (PSDB), pode atrapalhar em todo o país as manifestações de 15 de março contra Dilma.

Até mesmo a greve dos caminhoneiros estancou-se por aqui, na região Sul. Os bloqueios de rodovias estão agora restritos ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pois, não consegue avançar para outros estados. Perdeu força porque se trata de um locaute (paralisação organizada por empresas), que afeta o suprimento dos cidadãos e a economia das localidades. Trata-se de um movimento contra Dilma, organizado por forças ligadas ao PSDB e setores do empresariado e do agronegócio mais atrasados.

A questão do pedágio cuja tarifa é a maior do país, permitida por Beto Richa, arrefece o ânimo do protesto dos caminhoneiros contra Dilma. Pelo contrário. Várias carretas foram vistas nas estradas com a inscrição Fora Richa!. Além disso, conjunturalmente, o governador tucano aplicou nos paranaenses tarifaços no IPVA, no ICMS de 95 mil produtos e nas contas de água e luz.

A greve dos educadores entrou hoje no vigésimo dia, sem que o tucano consiga sair dela. As manifestações de professores e funcionários de escolas transformaram em pó, em um mês, a musculatura que Richa conquistou na reeleição. Outras categorias do serviço público também estão paralisadas, enfim, o modelo do PSDB é o modelo do próprio inferno no Paraná e ninguém quer essa maldade para os brasileiros. Nem para o mais ferrenho inimigo.

1 de março de 2015
por esmael
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Em Apucarana (PR): Fora, Richa. Impeachment, já!!; assista ao vídeo

apucarana_fora_richa.jpgProtesto ocorrido sábado, dia 28 de fevereiro, em Apucarana, Norte do Paraná. Movimento organizado por servidores públicos do estado foi à s ruas centrais da cidade com uma palavra de ordem: “Fora Richa, impeachment já!”.

O vídeo de Rafael Silva, publicado no site Apucarana Notícias, mostra que o governador Beto Richa (PSDB) foi alvo de intenso protesto no pacato município do Vale do Ivaí.

Assista ao vídeo:

Em várias outras partes do Paraná também crescem movimentos de hostilidades a parlamentares ligados ao governador do PSDB. Ontem à  noite, em Londrina, o deputado federal Luiz Carlos Hauly, ex-secretário de Estado da Fazenda, levou uma estrondosa vaia durante formatura no Ginásio de Esportes Moringão.

Com medo dos constantes protestos na educação, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Richa estaria espionando “perigosas” professoras acampadas há 20 dias em frente ao Palácio Iguaçu.

O deputado Alex Canziani (PTB), que indicou o secretário do Ensino Superior (as universidades estaduais também estão em greve), igualmente entrou na linha de tiro de manifestantes na noite de sexta (27).

O deputado Cobra Repórter (PSC), mais desbocado, acusou os professores de ganharem R$ 30 mil ao mês de querem a sua bunda. Querem que eu dê a bunda?!, perguntou ontem a professoras que o pressionavam em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro.

1 de março de 2015
por esmael
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Tucanos em apuros: Querem que eu dê a bunda?!, pergunta deputado pró-Richa a professoras do PR

cobra_formatura_hauly.jpgO deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), ex-secretário da Fazenda no governo Beto Richa (PSDB), tomou uma vaia antológica ontem à  noite (28), em Londrina, no Ginásio de Esportes Moringão, onde mil formandos de 17 cursos participavam de cerimônia de colação de grau na Unifil.

O tucano foi alvo de apupos da plateia por mais de três minutos ininterruptos, quando ele foi chamando a compor a mesa. Hauly ficou branco, mas não tinha como sair da mesa. O mal-estar foi generalizado.

Outro quiproquó voltou acontecer ontem em Cornélio Procópio, a poucos quilômetros de Londrina. Agora envolvendo o deputado Cobra Repórter (PSC), que bateu boca com cinco professoras dentro da Rádio FM 104.

O parlamentar perdeu a estribeira quando pressionado para se posicionar contra o “pacote de maldades” de Richa.

Surtado, o deputado Cobra afirmou que tem professores ganhando R$ 30 mil mensais, mais do que ele. O parlamentar do PSC ainda perdeu a compostura com as educadoras:

Já fiz tudo por vocês, assinei documentos, o que mais que vocês querem? Que eu dê a bunda?”, questionou o deputado da “Bancada do Camburão”.

Indignada, uma professora devolveu ao parlamentar: “com esse vocabulário chulo, o senhor deixa de ser o ‘Deputado Cobra’ para se transformar moralmente no ‘Deputado Minhoca'”.