Servidores da Universidade Estadual de Londrina decidem por greve a partir de terça-feira

via O Diário

uel.jpgOs servidores técnico-administrativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) definiram em assembleia, realizada na manhã desta sexta-feira (6), por iniciar uma greve geral por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (10). à€ tarde a Assuel Sindicato realiza uma nova assembleia, desta vez com os servidores do Hospital Universitário (HU), para definir pelos rumos da paralisação.

O presidente da Assuel Sindicato, Marcelo Seabra, disse que o encaminhamento pela greve foi tomada por unanimidade pelos servidores diante dos cortes anunciados recentemente pelo governador Beto Richa (PSDB), que vão afetar diretamente o funcionalismo público estadual.

“Vamos unificar com outras universidades e outras categorias, iniciando uma greve geral em todo o Paraná”, afirmou à  reportagem de odiario.com.

Antes de iniciar a greve por tempo indeterminado, os servidores realizarão um protesto a partir das 8h desta segunda-feira (9) no campus universitário, indo em seguida para o Hospital Universitário.

Seabra disse que o funcionalismo estadual está preocupado com o que considera “calote” por parte do governo do Estado no pagamento do terço de férias, que está atrasado, além do pacote anunciado por Richa, prevendo cortes nas gratificações de servidores e mudanças na previdência estadual.

No Estado, a paralisação está sendo articulado pelo Fórum dos Servidores, buscando paralisar todos os setores do governo, não apenas o educacional. Os sindicatos estão se mobilizando e preparando uma greve geral!, destacou.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), os servidores técnico-administrativos também, durante assembleia, aprovaram por unanimidade uma paralisação na terça-feira. E que na quarta-feira (11), uma nova assembleia da categoria seria realizada para deflagrar a greve.

Os professores da rede estadual de Educação também estão se mobilizando por uma paralisação no Estado. Na terça-feira (28) houve manifestações em todo o Paraná e, neste sábado (7), haverá uma assembleia que deve definir se a categoria adere ou não a uma paralisação estadual.

Entre as medidas que prejudicam diretamente a categoria, na avaliação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná, estão o cancelamento do processo de eleição dos diretores e diretoras das escolas, demissão e atraso de pagamento de professores temporários, o não pagamento de 1/3 das férias e a promessa de corte de 30% dos trabalhadores.

Comentários encerrados.