Richa faz mais promessas à  educação, que desconfia. Greve continua no PR

richa_previdencia_marcha.jpgO governo Beto Richa (PSDB) reconhece a dívida com educadores, mas diz pagar o terço de férias somente no dia 31 de março. A categoria desconfia da promessa, pois, em acordos anteriores, o tucano não cumpriu com o combinado.

“Eles [o governo] querem nos calar agora, voltamos e quando chegar a data limite [de pagamento] – começa tudo de novo, não pagam, sem licenças…”, desabafou a professora Janne Cibelle de Oliveira, de Foz do Iguaçu, onde 5 mil educadores foram à s ruas na manhã de hoje.

Embora o líder do governo na Assembleia, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), tenha afirmado em discurso na tribuna, nesta tarde, que já está fechado o acordo! que põe fim à  greve, a APP-Sindicato nega essa informação.

A APP ainda realizará uma assembleia geral da categoria, em data não definida, para decidir se encerra ou não a greve que completa 17 dias.

O diabo é que as outras categorias, que também engrossaram a marcha desta quarta, em Curitiba, não podem ficar na chuva, isto é, sem suas pautas de reivindicação serem atendidas. Foi o que reclamou o deputado Tercílio Turini (PPS), que saiu em defesa das universidades estaduais que estão em frangalhos.

Não são apenas os temas dos demais servidores que ficaram sem respostas concretas. O deputado Ney Leprevost, em contundente intervenção no plenário, cobrou um pronunciamento oficial do governador. O parlamentar exigiu que Richa fale em público que não mexerá nos 8 bilhões da previdência de todos os funcionários do estado. Deve calçar as sandálias da humildade e pedir desculpas para os professores que ele chamou de “baderneiros”!, cobrou.

O deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, acusou o governo de fazer dos educadores os “bodes na sala”, onde o objetivo central era um só: meter a mão nos R$ 8 bilhões da poupança previdenciária dos servidores.

O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, transmitiu ao vivo a marcha da educação e a sessão na Assembleia Legislativa. Foram oito horas ininterruptas de transmissão e reportagens.

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