Para conter greve na educação, Palácio Iguaçu cogita “Volta Flávio Arns”

Publicado em 28 fevereiro, 2015
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O ex-titular da Educação e ex-vice-governador, o tucano Flávio Arns, é a "arma secreta" do Palácio Iguaçu na tentativa de debelar a greve na área que hoje completou 19 dias.
O ex-titular da Educação e ex-vice-governador, o tucano Flávio Arns, é a “arma secreta” do Palácio Iguaçu na tentativa de debelar a greve na área que hoje completou 19 dias.
O titular da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Fernando Xavier, com o fracasso das negociações com professores e funcionários de escola em greve, definitivamente, entrou na marca do pênalti. Isto é, o Palácio Iguaçu considera substituí-lo no cargo pelo ex-secretário Flávio Arns (PSDB), atual secretário de Assuntos Estratégicos.

A possível saída de Xavier da Educação, depois de dois meses no cargo, seria uma das medidas drásticas para tentar arrefecer a radicalidade dos educadores, em greve há 19 dias, cujo movimento corroeu rapidamente a imagem do governador Beto Richa (PSDB).

De acordo com palacianos ouvidos pelo Blog do Esmael, o movimento “Volta, Flávio Arns” será estimulado nas próximas horas como uma bandeira branca! para as lideranças da APP-Sindicato. A interlocução de Arns com o sindicato era infinitamente melhor e mais competente!, compara a fonte.

No primeiro escalão do governo do estado se avalia que a escolha Fernando Xavier foi um erro político! devido suas ligações com o Grupo Positivo (ele é conselho de administração) e a vida pretérita do secretário nas controversas privatizações do país, ocorridas na década de 90. A ideia também é compartilhada por deputados governistas — a Bancada do Camburão!.

Portanto, no Palácio Iguaçu, há um sentimento de que só Flávio Arns salva!. Será?

A substituição de Xavier por Arns seria uma derrota para o chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, que, junto com o titular da SEED, conduziram até aqui as fracassadas negociações com os grevistas.

O diabo que o descarrilamento do governo não ocorreu somente na educação, tanto nas escolas quanto nas universidades. O desgoverno atingiu todos os órgãos da administração pública, como numa metástase, fruto de uma aposta equivocada para não dizer criminosa.

Ou seja, se Beto Richa quiser salvar e terminar seu mandato, bem como estancar os movimentos de pressão, terá de eliminar outro tumor instalado na Secretaria da Fazenda, chamado Mauro Ricardo Costa, importando dos confins tucanos, e cortar as asas do próprio primo Luiz Abi, eminência parda no governo do Paraná.

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