Governador Beto Richa está espionando “professoras perigosas” em greve, revela Estadão

Acampamento de professores em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, está sendo espionado pela

Acampamento de professores em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, está sendo espionado pela “polícia política” do tucano Beto Richa. Professores e funcionários de escolas completam neste domingo 20 dias em greve. Segundo o governador paranaense, o temor é pela nacionalização do movimento contra o PSDB. Aécio Neves ligou para o correligionário de ninho para colher informações! sobre o movimento.

O governador Beto Richa (PSDB) resolveu partir para a baixaria contra os professores em greve no Paraná. Segundo revelou o Estadão, neste sábado (28), o tucano está espionando os grevistas acampados há 19 dias em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba.

“A inteligência da polícia está monitorando o acampamento montado por professores na frente do palácio”, registrou hoje o site do Estadão.

De acordo com a reportagem de Ricardo Galhardo, o temor de Richa é que a oposição tente nacionalizar a crise paranaense para criar um contraponto aos protestos anti-PT. No próximo dia 15 de março, os tucanos planejam atos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (clique aqui).

O Estadão conta ainda que o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e candidato derrotado à  Presidência nas eleições do ano passado, telefonou para o governador do Paraná, pedindo informações sobre a crise no Estado.

Não é novidade para o Blog do Esmael esta etapa da luta política, pois, desde terça-feira, 24, o leitor já sabe que o governo tucano abriria guerra contra “professoras perigosas” numa tentativa de criminalizar o movimento grevista.

A judicialização do movimento paredista, a partir de uma liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que hoje determinou retorno de 30% professores do 3!º ano do Ensino Médio, também faz parte da estratégia do governador Beto Richa.

Ontem o Blog do Esmael mostrou que o tucano assumiu o comando da guerra ideológica! contra os funcionários públicos paranaenses. Ele tem se reunido com empresários e imprensa para vender a tese de que está cortando privilégios! e professores não trabalham o suficiente pelo que ganham (em português claro, diz que são vagabundos).

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