Deputados governistas sugerem demissão do secretário da Educação

richa_secretariado_xavier.jpgNa busca de culpados e solução para a greve dos educadores, que já dura 18 dias, deputados governistas estão sugerindo ao Palácio Iguaçu a demissão do secretário da Educação, Fernando Xavier, no cargo há menos de dois meses. O titular da pasta é ligado ao grupo educacional privado Positivo e homem identificado com as privatizações do país na década de 90.

Segundo um parlamentar governista ouvido ontem (25) pelo Blog do Esmael, “é muito sofrível a atuação do secretário da Educação na greve dos professores”, avaliou na condição do anonimato. “O melhor seria o Romanelli na Educação”, lançou o palaciano, ao referir-se ao líder do governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB).

Pode ser apenas um balão de ensaio do Palácio Iguaçu, mas o clima de “caça à s bruxas” já é evidente. O objetivo é buscar culpados pela crise para livrar a cara do governador tucano. Além de Xavier, quem também à s vezes entra na marca do pênalti — e sai — é o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, apontado como mentor intelectual do ‘pacote de maldades’, inclusive do projeto que confisca R$ 8 bilhões da poupança previdenciária dos funcionários públicos em greve.

Também nos porões do Palácio Iguaçu, há um empurra-empurra sobre a responsabilidade perda da “batalha de comunicação” para as entidades sindicais. O chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD), joga no colo do secretário da Comunicação, Marcelo Cattani, que, segundo outro parlamentar governista, “justiça seja feita, ele nem participou do gerenciamento da crise”, defendeu.

Se o secretariado vai cair ou não é um problema exclusivo do governador Beto Richa, que precisa se blindar da crise. Paralelamente, cresce entre o comando da greve, no Fórum de Entidades Sindicais (FES), que congrega 17 sindicatos, a impressão de que ‘agora é hora’ de barrar os retrocessos em marcha e conquistar melhores posições para o funcionalismo público paranaense. Ou seja, os grevistas tendem reafirmar uníssono: a greve e a luta continuam!!.

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