Por Esmael Morais

Deputado da Bancada do Camburão ‘se cagou nas calças’, revela colunista da Gazeta do Povo

Publicado em 20/02/2015

O pacto malcheiroso

Nos seus celebrados tempos de cronista da revista O Cruzeiro, perguntaram à  escritora Rachel de Queiroz se ela aceitaria se candidatar a deputada. A cearense respondeu de pronto: Eu sou uma mulher casada!!

Com a imagem de promiscuidade que transparece entre os políticos, a opinião pública é levada a enxergar a Câmara dos Deputados como uma casa de tolerância. Ou um lupanar cinco estrelas, pois a Assembleia Legislativa do Paraná conta com cinco restaurantes em suas dependências. Entre a ficção e a realidade, é o caso das cenas de corrupção e luxúria da série Felizes para sempre, com Paolla Oliveira no papel de uma garota de programa, filmada em um hotel muito frequentado por parlamentares e que fica perto da residência oficial de Dilma Rousseff.

De tudo um pouco já foi visto no Centro Cívico de Curitiba !“ inclusive todas as variações semânticas para o vocabulário de bordel !“, mas nada se igualou ao medonho episódio em que a base parlamentar do governador Beto Richa foi entulhada num camburão da Polícia Militar !“ ou, para usar a expressão de galhofa, foi colocada em seu devido lugar!!

Depois de embarcar na ideia do secretário de Segurança, Fernando Francischini, os momentos de maior tensão dentro do camburão ocorreram diante da Assembleia, como relatou o repórter Rogerio Galindo: Os deputados se dividiram. Acostumados a tomar decisões com calma, em plenário, dessa vez davam palpites desconexos sobre o que fazer, e tentavam se fazer ouvir pelo motorista. “Recua, volta!” “Não vai dar!” “Não tem como ir para trás!”. E, enquanto isso, alguns manifestantes que tinham conseguido chegar ao local começaram a bater na lataria!. Vários deputados ouvidos pelo jornalista acharam que os professores iriam conseguir virar o ônibus: Essa foi a hora mais tensa!, disse um deles.O que a gente sentiu foi cagaço!!, confidenciou um outro, revelando que o pior aconteceu.

Conforme ressaltou Rogerio Galindo, quase todas as declarações sobre o tema foram dadas sob cláusula de confidencialidade!. E, dentro da mesma cláusula de confidencialidade, os mais de 30 passageiros do camburão firmaram um pacto malcheiroso que veio à  tona com os eflúvios etílicos do carnaval. à€ beira da piscina e de um ataque de nervos, um mal-aventurado passageiro deixou vazar o chorume: Não posso dizer o nome, mas um dos nossos se borrou nas calças!!

Com o frouxo intestinal, um dos encurralados interrompeu a apneia para sintetizar a situação, por dentro e por fora: Fedeu!! As mulheres gritavam com uma mão no nariz, outra no celular, enquanto os homens tentavam controlar a náusea. Depois de o delegado Francischini sair do camburão em desabalada carreira, um dos signatários do pacto malcheiroso jurou de morte quem teria se borrado de pavor. Quem seria o frouxo do camburão?