‘Crise no Camburão’: Os três sábios ensinamentos da mãe de Romanelli

richa_alep_roma.jpgO líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), neste domingo (15) momesco, divulgou pelo WhatsApp uma carta recheada de magoras que parece ser um recado direto, embora cifrado, para o governador Beto Richa (PSDB). Além disso, é quase um “adeus” à  função que exerce efetivamente há menos de duas semanas.

“Com a minha mãe aprendi que no mundo existem três tipos de pessoas: os que pensam por si próprios, os que só pensam pela cabeça dos outros e há ainda uma terceira categoria – a pior de todas – que nem pensam por si próprios e nem conseguem entender o que é dito pelos que pensam por eles”, diz um trecho do documento de Romanelli, que, segundo uma fonte do Palácio Iguaçu, pode custar-lhe a liderança na volta do recesso de Carnaval.

Mais um trecho da mensagem saltou aos olhos do palacianos: “Na condição de relator, retirei do texto do projeto de lei, por meio de uma emenda substitutiva, assinada pelos 34 deputados”, escreveu o líder, chamando para si os louros pela manutenção “dos diretos trabalhistas (incluindo a aposentadoria) e conquistas históricas dos servidores públicos e professores do Estado do Paraná ou seja, todos os direitos ficaram preservados”.

Richa e Romanelli vêm se estranhando publicamente desde a frustrada tentativa de a ‘Bancada do Camburão’ aprovar o pacote de maldades, na última quinta 12, quando houve confronto entre funcionários públicos e a polícia (clique aqui).

No acampamento dos professores em greve, no Centro Cívico, em Curitiba, já há bolão sobre quantos dias Romanelli vai durar na liderança do governo Richa.

A seguir, leia a íntegra da carta de Romanelli:

Ensinamento da minha mãe:

Neste domingo eu gostaria de falar sobre um dos muitos ensinamentos de minha mãe, que sempre me ajudou a entender porque não podemos nos responsabilizar por aquilo que os outros entendem a partir daquilo que falamos. Muita vezes dizemos uma coisa e alguns entendem diferente.

Como Líder do Governo, deixei claro desde o início da tramitação das medidas de austeridade enviadas pelo governo à  Assembleia Legislativa, que falava em nome dos deputados e das deputadas que integram a bancada de apoio ao governo, de um lado conscientes da nossa responsabilidade neste momento grave que o Paraná -e o Brasil – atravessam, e de outro o consenso que não votaríamos nenhuma lei que retirasse diretos dos trabalhadores da educação e dos servidores públicos em geral.

Na condição de relator, retirei do texto do projeto de lei, por meio de uma emenda substitutiva, assinada pelos 34 deputados (as) – com a concordância do Governador Beto Richa – qualquer dispositivo que pudesse, de alguma forma, violar os diretos trabalhistas (incluindo a aposentadoria) e conquistas históricas dos servidores públicos e professores do Estado do Paraná ou seja, todos os direitos ficaram preservados. Tudo isso tornei público na Sessão da terça-feira, 10/02.

Infelizmente não foi a verdade que prevaleceu para os professores e para opinião publuca.

Com a minha mãe aprendi que no mundo existem três tipos de pessoas: os que pensam por si proprios, os que só pensam pela cabeça dos outros e há ainda uma terceira categoria – a pior de todas – que nem pensam por si próprios e nem conseguem entender o que é dito pelos que pensam por eles.

Paz e bem e um ótimo domingo a todas e todos

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